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Conheça o caso da Mulher de Isdalen, o maior mistério da Noruega

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No dia 29 de novembro de 1970, em Isdalen, na Noruega, foi encontrado o corpo de uma mulher. Um morador local, junto de suas duas filhas pequenas, foi o responsável pelo achado. A mulher estava entre as pedras e com a parte frontal total queimada, incluindo quase todo o seu cabelo. Ela foi encontrada com os braços estendidos, em posição de boxeador, o que é muito comum acontecer quando uma pessoa é queimada dessa forma. Desde o achado, esse caso caminhou para se tornar um dos mais misteriosos e intrigantes de todos os tempos.

Isdalen é conhecido pelos habitantes locais como “Vale da morte”. Isso porque, durante a época medieval, era bastante comum as pessoas cometerem suicídio por lá. Por volta de 1960, alguns alpinistas teriam morrido após cair na área e caminhar em direção ao nevoeiro. Quando encontrado, o corpo da mulher estava gelado, o que atrapalhou na hora de determinar há quanto tempo ela estaria ali. A vítima estava em um caminho fora das trilhas, local onde não era nada comum fazer caminhadas.

O seu corpo não apresentava queimaduras na parte de trás. Parecia que ela teria tentado andar em direção ao fogo ou que tivesse diante de uma explosão, a qual a teria arremessado para longe. A polícia, após analisar o caso, encontrou vários objetos perto do corpo, como: joias, um relógio, um guarda-chuva quebrado e garrafas. O mais surpreendente era que ela não estava usando nenhuma das joias ou o relógio, eles estavam jogados ao lado do corpo, parecia um tipo de ritual.

A mulher de Isdalen

A mulher foi encontrar com as roupas parcialmente queimadas, mas era notável que as peças que ela usava estavam com a etiqueta cortada. As garrafas sem rótulos encontradas as quais impossibilitavam a identificação da marca, assim inviabilizando uma indicação de uma identidade dela. Foram encontradas ainda duas botas e meias.

Buscando por informações, a polícia divulgou um desenho de como possivelmente era a aparência da mulher. Eles acreditavam que ela media 1,64 metro, tinha cabelos longos e escuros, um pequeno rosto arredondado, olhos castanhos e orelhas pequenas. Estima-se que sua idade era de 25 a 40 anos, e estava com os cabelos presos com uma faixa azul e branca quando morreu.

A polícia também encontrou duas malas na estação de trem de Bergen. Dentro de uma delas, foi encontrado um óculos sem lente de grau, que continham impressões digitais compatíveis com a da mulher. Nas malas, ainda estavam roupas, diversas perucas, dinheiro alemão e norueguês, moedas belgas, britânicas e suíças, colheres de chá, pente e escova de cabelo, cosméticos e um tubo de creme para eczema.

Busca por informações

A princípio, diante de tantos pertences, parecia que seria fácil identificar o corpo. No entanto, não adiantou muito, pois os rótulos de todos os objetos e vestimentas tinham sido removidos. A polícia entrou em contato com lojas que forneciam esses produtos para ver se eles reconheciam as embalagens, mas nenhum deles identificou-as. Na mala, também foi encontrado um bilhete codificado e uma sacola de plástico de uma loja de calçados.

O filho do dono do estabelecimento disse que se lembrava de ter vendido um par de botas de borracha para uma mulher bem vestida, com cabelo escuro. As botas eram iguais às encontradas com a vítima. Após uma descrição, a polícia rastreou a mulher até um hotel, onde usou nome falso para se hospedar. Descobriu-se que ela passou por vários hotéis, todos com um nome diferente. Segundo a polícia, ela havia se hospedado em nove hotéis.

A funcionária de um hotel disse que se lembrava da mulher, pois ela chamava bastante a atenção por ser elegante e se vestir muito bem. A polícia decifrou o que estava escrito em um bilhete dela. No papel, tinha o que parecia ser o registro dos lugares que ela visitou.

Autópsia da mulher de Isdalen

Após realizarem a autópsia do corpo da mulher, foi possível afirmar que:

– Havia um hematoma não explicado do lado direito do seu pescoço, que poderia ser resultado de uma queda ou golpe direto;

– Ela não tinha sinais de qualquer doença;

– Ela não estava grávida e nunca teve filhos;

– Continham partículas de fumaça em seu pulmão, o que mostra que ela estava viva quando foi queimada;

– Havia cerca de 50 a 70 pílulas de dormir em seu estômago;

– Havia uma grande concentração de monóxido de carbono em seu sangue;

– Vestígios de gasolina foram encontrados embaixo do corpo, o que indica que foi utilizado para dar origem ao fogo.

Segundo a autópsia, a mulher morreu de envenenamento por monóxido de carbono e ingestão de muitas pílulas para dormir. Sua morte foi anunciada como um possível suicídio, o que fez muitas pessoas ficarem indignadas, pois acreditavam que se tratava de homicídio. O caso foi encerrado, pois faltavam mais pistas.

A mulher foi enterrada em fevereiro de 1971, desconhecida, sem que soubessem quem ela era. A polícia ainda guarda um álbum de fotos do enterro para entregar aos familiares, caso um dia apareçam.

Reabertura do caso

Em 2016, o caso foi reaberto. A arcada dentária foi analisada, alguns dentes eram revestidos por ouro. Isso não era muito comum em mulheres daquela idade. Com essa descoberta, foi possível utilizar técnicas modernas para buscar pela identidade dela. O Serviço de Investigação Criminal da Noruega e a Universidade de Bergen começaram a fazer análises dos isótopos de seus dentes, buscando alguma assinatura dentária.

Eles esperavam que os resultados ajudassem a esclarecer em que região ela viveu. Várias amostras de tecidos de órgãos da mulher forma guardados no Hospital Universitário de Haukeland, o que permitiu um teste de DNA. Segundo os resultados, ela era descendente de Europeus e provavelmente escrevia como os franceses. O caso da mulher de Isdalen continua sem solução, mas esperam que consigam resolvê-lo com a ciência hoje em dia.

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