Depois de 40 anos, baleias estão voltando para as regiões polares do planeta
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Depois de 40 anos, baleias estão voltando para as regiões polares do planeta

As baleias são cercadas de histórias e estão presentes na imaginação dos pescadores, marujos e homens do mar, desde que as navegações acontecem. Esses animais gigantes, o mar e o comportamento deles ainda é muito fascinante para os cientistas que conhecem muito pouco sobre os hábitos desses gigantes.

Elas são pertencentes à ordem dos cetáceos que foram originados dos mesoniquídeos há cerca de 50 milhões de anos. As baleias vivem em média 30 anos, mas já foram registradas baleias que chegaram aos 50. A reprodução das baleias não é tão grande como possa se imaginar. Se comparada a outros mamíferos, ela é até relativamente baixa. Cada espécie tem uma característica reprodutiva, mas a maioria delas tem somente uma estação reprodutiva ao ano, onde as fêmeas se acasalam com mais de um macho.

Baleias

Por não ter uma reprodução tão grande e junto com a caça a esses animais, várias espécies de baleias ficaram à beira da extinção. Até mesmo nos lugares mais remotos, como os polos sul e norte. Para se ter uma ideia, em apenas 70 anos, mais de 1,3 milhão de baleias foram mortas apenas ao redor da Antártica.

Contudo, depois de quase 40 anos, do fim da caça comercial de baleias é possível ver os sinais de que algumas espécies que eram mais visadas estão se recuperando.

Os cientistas fizeram um estudo recente onde disseram que as baleias azuis, que eram apreciadas por seu  tamanho gigante, estão aumentando seu número nas águas ao redor da ilha da Geórgia do Sul. Ao todo, foram 41 novos indivíduos catalogados nos últimos nove anos.

No começo do século XX foi o pico da caça aos animais. E a Geórgia do Sul viu aproximadamente três mil ableias azuis mortas a cada ano. As águas em volta da ilha são bastante ricas em krill, que são o que as baleias comem. E  os cientistas acreditam que a volta delas seja uma redescoberta dessa grande fonte de alimento pelas gerações mais novas do animal.

Retorno

Além das baleias azuis, sinais parecidos de recuperação foram vistos nas baleias jubartes  em volta da Península Ártica Ocidental. Também no extremo norte, as baleias bowhead ocidentais do Ártico parecem estar se aproximando do número que foi visto pela última vez antes da caça às baleias. Além disso, as baleias fin e minke são vistas com frequência no mar de  Chukchi, que fica perto do Alasca.

Por causa do fim da indústria baleeira, os mares polares estão entre os melhores  lugares  para esses animais se restabelecerem. Até porque, nessas regiões os seus habitats ainda são relativamente intocados. E, até o momento, tem bastante alimento e de uma forma estável.

Preservação

Foi em 1984, que a caça comercial das baleias foi suspensa. E essa medida evitou a extinção de grandes baleias nessas águas polares. No entanto, ela não pode protegê-las das pressões, que irão surgir por conta do aquecimento global que, provavelmente, acabará causando mudanças nessas regiões.

Para chegarmos até essa situação que vemos hoje demorou mais de 40 anos. E o fato é que várias populações e baleias, ainda estão lutando. Isso mostra que ainda existe um longo caminho a ser percorrido.

Não são todas as espécies de baleias que já foram caçadas que estão se recuperando. Mesmo com as medidas de proteção de longo prazo. Os cientistas ressaltam que ainda há muito o que se aprender. No entanto, é sabido o suficiente para entender que uma visão das necessidades e vulnerabilidades desses animais é necessária para que o futuro deles seja preservado.