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Descubra como a Nestlé e a Dr. Oetker colaboraram com o Nazismo

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Não é nenhuma novidade que várias empresas lucraram e continuam lucrando hoje com a guerra. Várias delas só atingiram o patamar onde estão hoje, por terem participado ativamente de um passado triste e sangrento.

E é claro que existem centenas de outras marcas, não tão famosas quanto as que citamos nessa postagem que também colaboraram com o Terceiro Reich. Então o objetivo desse texto não é execrar ninguém, até porque já se passaram mais de três gerações desde o acontecimento, e nenhum dos antigos fundadores, presidentes ou diretores da época estão em atividade hoje.

A ideia é apenas contar uma história que pouca gente tem coragem para dizer.

Nestlé

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A Nestlé, a maior empresa de alimentos do mundo, contribuiu no início dos anos 2000 com 25 milhões de francos suíços para o acordo entre os maiores bancos suíços e as organizações judaicas, responsáveis por cobrir as queixas relacionadas com o Holocausto.

A Nestlé admitiu estar certa de que companhias do grupo, em países controlados pelo nazis, usaram trabalho forçado durante a guerra, embora a Nestlé não as possuisse durante esse período.

A Nestlé já tinha admitido que a sua filial Maggi tinha utilizado trabalho forçado na cidade de Singen, próxima da fronteira com a Alemanha. Em 2000, o grupo afirmou que esperava contribuir para o acordo para cobrir todas as queixas legais possíveis, que possam ser levantadas tanto na Suíça como noutros países.

Dr. Oetker

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O presidente da Dr. Oetker, uma das maiores fabricantes de fermento em pó, misturas para bolos e pizzas congeladas do mundo, revelou que a família que sempre esteve à frente da companhia esteve ligada ao nazismo no passado. “Meu pai foi um nacional-socialista”, disse August Oetker em entrevista ao jornal alemão “Die Zeit”.

Segundo Oetker, seu pai, Rudolf-August, foi membro da Waffen-SS, a tropa de elite do nazismo. “Ele não gostava de falar sobre esse período. Ele dizia, ‘crianças, deixem-me em paz””, afirmou.

Rudolf-August Oetker fundou a companhia em Bielefeld, no norte da Alemanha, pouco depois do fim da 2ª Guerra Mundial. Ele morreu em 2007.

A Dr. Oetker utilizou como mão de obra as vítimas do regime condenadas a trabalhos forçados, ainda que não em suas instalações principais. No entanto, nenhuma empresa na época abriu mão desse recurso. Nem mesmo os maiores oponentes ao regime deixaram de utilizar trabalho escravo durante o período da guerra.

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