
Nesse verão, a Terra vem girando de forma extraordinariamente mais rápida, fazendo com que alguns dias tenham durações entre 1,3 e 1,5 milissegundos mais curtos que as habituais 24 horas.
A jornalista do Correio Brasiliense, Larissa Carvalho, chamou a atenção ao apontar que a Terra tem registrado “a rápida passagem do verão”, traduzida por dias ligeiramente mais curtos durante o mês de julho e início de agosto.
Os dias mais curtos, desse ano, ocorreram em 9 de julho, 22 de julho e 5 de agosto. Em especial, o dia 5 pode representar o terceiro dia mais curto, já medido, desde o início da era dos relógios atômicos.
Cientistas explicam que a aceleração da rotação terrestre resulta da interação de múltiplos fatores:
Enquanto humanos, não conseguimos perceber essa redução de milissegundos, mas os sistemas de GPS de comunicações globais e até mercados financeiros são diretamente afetados. De acordo com a Veja:
Para evitar erros de navegação… cientistas utilizam relógios atômicos e, quando necessário, fazem ajustes conhecidos como “segundos intercalares” no Tempo Universal Coordenado (UTC), mantendo-o alinhado com a rotação real do planeta…
Mesmo com essa aceleração temporária, a tendência a longo prazo é de desaceleração da rotação terrestre, causadas pelas forças de maré entre Terra e Lua ao longo de milhões de anos.
Ainda assim, pesquisadores consideram que se essa velocidade continuar aumentando, poderemos enfrentar consequências mais amplas, como:
O que parece apenas uma curiosidade, alguns dias mais curtos no verão, é na verdade, um fenômeno metereológico e astronômico.
Enfim, fenômenos aparentemente simples podem revelar complexidades profundas sobre nosso planeta.





