Curiosidades

Dono de loja colocou 2 mil capacetes no telhado como isolante térmico

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Não é incomum vermos itens do dia a dia, que são feitos para um propósito, sendo usados com uma outra finalidade. Contudo, alguns casos chamam mais atenção do que outros. Como essa loja de artigos para motos de São Paulo que viralizou por conta de vídeos do seu telhado coberto com dois mil capacetes.

Talvez o que tenha feito o vídeo viralizar tenho sido a falta de compreensão das pessoas sobre o motivo de os capacetes estarem no telhado. De acordo com Francisco Hélio de Freitas Maia, de 58 anos, o dono da loja, ele coloca capacetes no telhado da loja há 14 anos para criar uma espécie de isolamento térmico.

Além de diminuir o calor dentro da loja, os capacetes também têm outra função. De acordo com Hélio, eles foram colocados para tentar impedir que ladrões conseguissem entrar pelo telhado da loja.

Telhado

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Outro ponto que gerou uma certa curiosidade foi a procedência dessa quantidade alta de equipamentos. Segundo o dono, os capacetes são artigos velhos e usados doados por clientes. Mesmo assim, a Polícia Civil não acreditou na história e decidiu apreender todos os equipamentos para investigar se eles foram roubados ou furtados de motociclistas.

“Se tratava de capacetes usados deixados na loja por clientes que adquiriram capacetes novos e que os deixavam no telhado visando impedir o calor na loja e dificultar a ação criminosa de indivíduos na sua loja”, disse Hélio em seu depoimento à polícia.

A dúvida dos policiais sobre a procedência dos equipamentos é porque eles não têm nota fiscal. Eles encontraram os capacetes por acaso em uma fiscalização em busca de possíveis irregularidades no comércio local de equipamentos para motos.

Capacetes

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De acordo com os policiais, os capacetes no telhado iam dos mais simples, que custavam em torno de 200 reais, aos importados e caros, como os da marca japonesa Shoei, que chegam até seis mil reais. O que eles tinham em comum é que todos estavam em um péssimo estado de conservação e abandonados.

Depois que eles descobriram o telhado cheio de capacetes, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) enviou um caminhão até o local que saiu lotado de capacetes.

Hélio teve que prestar depoimento na Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar) e foi liberado, já que não tinha sido comprovado nenhum crime contra ele.

Em seu depoimento, Hélio informou que os equipamentos foram juntados ao longo de 14 anos e que utiliza dois carrinhos de supermercado no interior da loja para o descarte. Quando os carrinhos ficam cheios, eles são levados para telhado, tem um furo feito no meio deles e passam por uma corda de aço.

“Os capacetes não tinham notas fiscais, por isso foram apreendidos. Ali é uma região conhecida como ‘boca das motos’ ou ‘quadrilátero das motos’ justamente por haver locais onde peças são comercializadas de maneira ilegal”, disse a delegada Leslie Caran Petrus, que comandou a operação.

Por conta disso, a 1ª Delegacia da do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) investiga o caso.

Sustentabilidade

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Embora Hélio não tenha falado sobre o caso, sua filha, Karina Freitas, de 31 anos, que é gerente da loja, falou sobre os capacetes no teto. “Sinceramente, depois dessa repercussão, ficamos com receio de fazer qualquer coisa. A gente estava fazendo o bem e tomou na cabeça. Não nos procuraram para saber que meu pai sempre colocou os capacetes no telhado para a loja não esquentar. Que foi uma solução inteligente para o descarte sustentável e ainda resfriava o ambiente interno”, disse ela.

Além disso, Karina também ressaltou que a Hélio Motos é uma loja regularizada e não recebe, compra e nem vende capacetes que tenham sido roubados ou furtados. “Somos honestos. Estamos no mercado há 29 anos, desde 1993. Meu pai chegou até a colocar um cartaz na loja pedindo doações para que doassem capacetes. Agora quem é que guarda nota fiscal de capacete velho?”, pontuou ela.

A respeito de se eles voltarão a cobrir o telhado da loja com capacetes, ela disse: “Meu pai está viajando agora. Depois vamos conversar, mas acho difícil porque é muita dor de cabeça de gente que não entendeu a proposta de que só queríamos dar um fim ecologicamente correto aos capacetes usados”.

Fonte: G1

Imagens: G1

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