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É assim que funciona o cérebro de uma pessoa apaixonada

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Imagine-se num supermercado. Você está caminhando pelas gondolas despreocupadamente. Nada parece atrair tanto a sua atenção. Você lembra que está faltando arroz, farinha, óleo, mas isso são itens de necessidade, nada em você muda por ver um saco de arroz. Até que sem querer, você cai no corredor de chocolates. Seus olhos se fixam naquele docinho maravilhoso e você sabe que ficará feliz se comê-lo.

Mas você já parou para pensar o por quê dessa certeza absoluta? É seu cérebro que está te enviando essa mensagem. Antes mesmo de você saboreá-lo, você sabe que aquele pedaço de doce lhe trará conforto, bem-estar e prazer.

O seu cérebro quer apenas “o melhor” para você, então quando ele vislumbra algo que está na sua memória, e ele sabe que aquilo já te fez bem, automaticamente o sistema de recompensa é acionado e a sua mente vai lhe dizer que você merece, você deve comprar, você deve comer esse bendito chocolate.

Agora imagine a paixão. Aquela pessoa que roubou seus pensamentos durante anos. Você não sabe explicar esse sentimento. Alguns chamam de amor, outros de paixão.

A verdade é que essa sensação pode fazer bem e mal ao mesmo tempo e pelo menos uma vez na vida todos os seres humanos vão experimentar essa sensação avassaladora. Mas por que ela acontece? E como?

O sentimento não é ilusório, ele é real. Os cientistas conseguem analisar as áreas que se iluminam no cérebro quando elas são ativadas pela paixão.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Nova Iorque tentou demonstrar como o cérebro se comporta sob o efeito da paixão. E para isso, primeiro eles separaram um grupo de mulheres apaixonadas de um grupo de controle (de  mulheres que não sentiam todo essa emoção).

O primeiro grupo respondeu numa escala de 0 a 10 o quanto se sentiam apaixonadas. A média entre elas deu 8,3. O grupo de controle passou pelo mesmo teste e a média de intensidade do sentimento foi de 6,3.

Também foi aplicado outra avaliação conhecida como PSL ou “Passionate Love Scale” (Escala do Amor Apaixonado) onde imagens eram mostradas para os dois grupos.

“Nas mulheres apaixonadas, ao se ver o resultado das imagens dos cérebros, pôde-se perceber grande ativação do sistema de recompensa quando elas viam o homem”, explicou o neurologista André Palmini, professor da Faculdade de Medicina e Serviço de Neurologia da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) em entrevista ao site de notícias da UOL.

Mas a pesquisa não para por aí. O amor é um dos temas mais conflituosos e interessantes para a ciência.

Segundo matéria publicada pelo jornal El País, o amor pode:

Viciar

Esse sentimento é acionado, como dito anteriormente, pelo Sistema de Recompensas no cérebro, “principalmente no “núcleo accumbens, uma pequena região situada alguns centímetros atrás de seus olhos, muito sensível à dopamina —neurotransmissor que aumenta com a paixão— e ao qual se conhece, popularmente, como o centro do prazer“, explica a matéria.

Fazer você perder a razão

Quando o ciclo de recompensa é acionado o córtex pré-frontal é “desligado”. E é justamente essa parte do cérebro a responsável pela nossa capacidade de raciocinar e também fazer julgamentos, se aquilo é bom ou ruim, por exemplo.

Por isso nós insistimos no sentimento, mesmo quando ele nos faz mal.

Querer apenas uma pessoa

As variações nos receptores de vasopressina influenciam os apaixonados a quererem uma única pessoa e “apagarem” as outras por completo.

Larry Young, pesquisador de neurociência da Universidade de Emory, em Atlanta, observou que quando administrado oxitocina nos homens, eles achavam suas parceiras ainda mais atraentes. O mesmo efeito não acontecia com o placebo.

Mas ele explica que o efeito acontecia “somente com suas parceiras: a oxitocina não aumentava sua atração por outras mulheres de aparência semelhante, nem ativava suas áreas de recompensa como ocorria quando viam suas companheiras”, esclarece o cientista ao El País.

“A ciência será capaz de nos dizer muitas coisas sobre a química e os mecanismos cerebrais envolvidos no amor. Mas não nos fará entender sua magia. Isso só se pode entender estando apaixonado”, aconselha Larry.

Não é porque a paixão nos leva para caminhos tortuosos que ele não seja no fim, recompensador.

Como disse Nietzsche, “sempre há algo de loucura no amor, mas sempre há algo de razão na loucura”.

E você? O que pensa sobre a paixão? Vale a pena? Como seria nossas vidas sem a capacidade de amar? Não esqueça de deixar o seu comentário sobre a matéria e aproveite para dar a sua opinião sobre esse sentimento avassalador.

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