É possível viver 150 anos? A ciência responde

O papo que acendeu a polêmica

Dois dos líderes mais poderosos do planeta, Putin e Xi Jinping, deixaram escapar numa conversa informal que acreditam em uma vida de até 150 anos ou até mesmo na possibilidade de imortalidade. Parece roteiro de ficção científica, mas o microfone aberto entregou o papo.

A ideia é tentadora. Afinal, quem não gostaria de viver mais e melhor? Mas o que a ciência realmente diz sobre isso?

O limite natural do corpo

Pesquisadores estimam que a vida humana tem um teto biológico em torno de 120 a 150 anos. Esse limite está ligado a um fenômeno chamado resiliência fisiológica, ou seja, a capacidade do corpo de se recuperar de doenças e traumas. Quanto mais envelhecemos, menos conseguimos “dar a volta por cima”.

O recorde ainda pertence a Jeanne Calment, francesa que viveu 122 anos. E olha que esse feito continua imbatível até hoje.

As apostas milionárias

Lá em 2001, dois cientistas fizeram uma aposta de US$ 1 bilhão sobre alguém que chegaria aos 150 anos ainda neste século. Até agora, parece que eles vão perder. A matemática da vida não tem sido tão generosa.

Mesmo com todos os avanços da medicina, ninguém nem chegou perto desse marco. A expectativa média de vida aumentou, mas ainda estamos longe do “meio milênio” de idade.

O que trava nossa longevidade

  • Células com prazo de validade: o chamado limite de Hayflick mostra que nossas células só conseguem se dividir cerca de 50 vezes antes de parar de funcionar.
  • Danos no DNA: ao longo do tempo, nosso material genético acumula falhas que dificultam a regeneração do corpo.
  • Telômeros encurtando: eles protegem os cromossomos, mas vão ficando cada vez menores a cada divisão celular. Quando acabam, é game over.

Imortalidade? Ainda é ficção

Algumas ideias futuristas até empolgam: terapias genéticas, órgãos bioengenheirados e drogas chamadas senolíticos (que eliminam células velhas). Mas todas estão em fase experimental. Nada que a gente possa tomar amanhã e garantir vida eterna.

Existe até um conceito chamado velocidade de fuga da longevidade, que seria viver tempo suficiente para aproveitar a próxima inovação médica e assim prolongar a vida indefinidamente. Mas, por enquanto, é só teoria, quase um jogo de “corrida contra a morte”.

Qual é o futuro realista?

A boa notícia é que a ciência não busca apenas viver mais, mas viver melhor. O foco hoje é aumentar o período de vida saudável, sem doenças crônicas e limitações severas. Porque não adianta soprar 150 velinhas se os últimos 50 anos forem de sofrimento, certo?

Ainda não dá para escapar da morte. Mas já podemos sonhar em envelhecer com mais saúde, energia e, quem sabe, chegar perto do lendário recorde de Jeanne Calment.

Fonte: G1

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