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Empresa usa almofadas inteligentes para monitorar os funcionários

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A imprensa chinesa provocou um alvoroço após publicar relatos apontando que a Hebo Technology, uma empresa de alta tecnologia, tem utilizado almofadas inteligentes para monitorar secretamente a atividade de todos os seus funcionários.

De acordo com o portal de notícias Odditycentral, após as publicações, a empresa, com sede na província de Zhejiang, recorreu às redes sociais para explicar o assunto, considerado por muitos cidadaos do país como ilegal e imoral.

Segundo um dos funcionários, identificado pela imprensa chinesa apenas como Wang, ao menos nove outros funcionários foram recentemente monitorados por almofadas inteligentes. Os objetos foram inseridos no ambiente de trabalho pela própria empresa.

Almofadas inteligentes

As almofadas inteligentes, basicamente, foram um presente da gerência. Os funcionários informaram que os objetos, inicialmente, foram disponibilizados para ajudá-los a se sentirem mais confortáveis e, claro, manter a postura sempre correta, evitando, assim, danos à saúde.

Conforme foi divulgado pela imprensa chinesa, as almofadas, além de monitorarem os sinais vitais dos funcionários, as frequências respiratórias e as frequências cardíacas, ofereciam, ao longo do expediente, conselhos saudáveis. No entanto, com o tempo, os trabalhadores descobriram que os objetos, na verdade, tinham outro propósito.

A suspeita começou quando um dos gerentes do departamento de Recursos Humanos perguntou a Wang porque o funcionário havia se ausentado entre 10h e 10h30 do dia anterior. O mesmo gerente ainda soltou, em tom de brincadeira, que o departamento financeiro cortaria seu bônus mensal se o comportamento persistisse.

O funcionário, no mesmo momento, percebeu que o gerente só notou sua ausência por conta da presença das almofadas inteligentes, pois a estrutura interna da Hebo Technology nao possui câmeras.

“Eu me senti como se estivesse sendo despido em meio a meu expediente de trabalho. É como se eles tivessem um dispositivo de rastreamento conectado a mim”, relatou Wang à imprensa chinesa. “Meu humor, hoje, depende de como eu me comporto dentro da empresa”, explicou.

“O departamento de Recursos Humanos tem permissão para nos monitorar dessa forma? O meu desempenho não é suficiente? Não prova que estou fazendo o trabalho de forma correta? Nao prova que eu estou atendendo a demanda? Então, por que monitorar?”, perguntou Wang.

A empresa

Após as inúmeras publicações da mídia, a Hebo Technology não teve escolha a não ser se pronunciar sobre o assunto. Um porta-voz da empresa reconheceu que os funcionários do escritório haviam, de fato, recebido as almofadas de assento inteligentes, mas negou que a empresa pretendesse usá-las para monitorá-los. “Providenciamos almofadas inteligentes aos nossos funcionários para coletar mais dados científicos, mas não para monitorá-los”, disse o porta-voz.

De acordo com uma investigação realizada pelo portal 21st Century Business Herald, os funcionários, quando receberam os objetos, tiveram que assinar formulários que consentiam a coleta de dados. O documento, no entanto, estava apenas em inglês, não em chinês.

Para Yang Wenzhan, advogado trabalhista, a empresa violou as leis de privacidade ao permitir que os dados coletados fossem compartilhados com outros funcionários, como, por exemplo, com os gerentes do departamento de Recursos Humanos.

“Se a empresa informou os funcionários e obteve a aprovação de todos, este programa de monitoramento de dados é considerado legal”, disse o advogado Yang Wenzhan. “No entanto, os documentos enviados à equipe estavam todos em inglês, em vez da língua materna. Assim, o cenário muda totalmente”.

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