O último dragão-marinho havia sido descrito há mais de 150 anos. Quem poderia imaginar que tanto tempo depois um novo dragão seria descoberto? Ele é o Dragão Vermelho Ruby (Ruby Sea Dragon). Esse animal foi encontrado no Arquipélago Recherche, na Austrália.

De acordo com o Instituto de Oceanografia Scripps, da Universidade da Califórnia (EUA), ele vive a mais de 50 metros de profundidade e mede 25 cm de comprimento. Pesquisadores só puderem afirmar a descoberta de uma nova espécie a partir de um resíduo que fora enviado pelo Museu Australiano Ocidental.

Alguns meses após a identificação desse resíduo e a observação em tempo real foi o que permitiu aos biólogos entenderem sua anatomia, habitar e comportamento. Sendo considerado uma espécie rara. Foi batizado cientificamente como Phyllopteryx Dewysea.

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Essa descoberta impressionou os pesquisadores, principalmente, porque acreditava-se que existiam apenas duas espécies, conhecidas como "comum" e "folhada". Elas possuem apêndices - parecidas com nadadeiras - muito parecidas com folhas, que são usadas para segurança, se camuflando nos prados de algas, seu habitat.

Acredita-se que o Dragão Vermelho Ruby, perdeu essas características. A última datação de registros remonta a 1919. Também que, sua cor avermelhada é resultado de adaptação às águas profundas, pela necessidade de camuflagem para proteção.

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Além disso, ele também possui uma cauda enrolada, semelhante a de cavalos-marinhos, uma das teorias é que a cauda nesse formato serve para se segurar em objetos que estejam em seu caminho. O grupo de cientistas conseguiu, pela primeira vez, filmar essa espécie em seu habitat natural.

O vídeo foi publicado na revista científica Marine Biodiversity Records. Veja o vídeo:

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Publicado em: 23/01/17 18h34