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Estudar antes de dormir realmente auxilia a memorizar?

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As pessoas que dedicam boa parte do seu tempo estudando sempre buscam formas de usar o tempo gasto na execução da atividade da melhor maneira possível. No entanto, anos se passam e os estudantes continuam se questionando qual o melhor horário para memorizar o conteúdo já conhecido.

De acordo com estudos realizados nos últimos anos, a comunidade científica indica que o melhor horário para fazer isso é antes de dormir. Porém, a ação deve ser realizada ainda durante a noite e não de madrugada.

A pesquisa

Foto: Reprodução

Uma pesquisa foi realizada pelo Brigham and Women’s Hospital, localizado em Boston, nos Estados Unidos, com o objetivo de verificar se os participantes seriam capazes de apresentar resultados diferentes em um teste de memória com fotos sob duas condições distintas.

A ideia é que os dois grupos realizassem o teste depois de 12 horas de estudo. A diferença é que uma das equipes observaria as fotos pouco antes de dormir, por um período de oito horas, enquanto a outra tentava decorar na parte da manhã. Reforçando que, os dois times estudaram a mesma quantidade de tempo.

Depois do teste ser feito, os pesquisadores notaram que as pessoas que estudaram antes de dormir acertaram mais que aquelas que fizeram isso de manhã. Os especialistas também observaram que os membros do primeiro grupo se sentiram mais confiantes em suas respostas, chegando à conclusão de que, independente do material usado para memorização, quem faz isso antes de dormir acaba se saindo melhor na avaliação.

Por que isso acontece?

Foto: Reprodução

Estudos anteriores apontam que a consolidação do que estudamos aparentemente acontece enquanto estamos dormindo. Nesse período, o cérebro cria conexões que auxiliam a guardar as informações e a trabalhar a memória como um todo. No apontamento feito pelo Brigham and Women’s Hospital, foi destacado ainda que se essa consolidação for realizada pouco depois da aquisição, as chances de lembranças aumentam.

As melhores técnicas de estudo, segundo a ciência

Foto: Unsplash/Divulgação

Como citado anteriormente, os estudantes sempre estão buscando as melhores maneiras de gastar o tempo de forma produtiva. Por isso, separamos um estudo, publicado em janeiro de 2013 na revista científica Psychological Science in the Public Interest, em que informa quais as melhores técnicas de estudo. 

Técnicas como resumir, grifar, utilizar mnemônicos, visualizar imagens para apreensão de textos e reler conteúdos foram classificadas como de baixa utilidade. Já as elaborativas, de auto-explicação e estudo intercalado foram apontadas como de utilidade moderada. Por fim, as que foram consideradas mais úteis foram as de teste prático e prática distribuída.

Lembrando que, o ranking aponta o resultado da pesquisa e que cada pessoa tem suas próprias técnicas de aprendizagem.

Veja abaixo a classificação de populares técnicas de estudo.

Técnicas de estudo de baixa utilidade

Foto: Reprodução

O estudo aponta que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pois não requer esforço. Além disso, ao fazer um grifo, o seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos. Por isso, grifar só tem utilidade ao ser combinada com outras técnicas.

Outra técnica apontada como de baixa utilidade é a releitura. Apesar de ser uma das menos efetivas técnicas, a massive rereading (reler diversas vezes de forma consecutiva) pode ser melhor que grifos e resumos, se aplicada no mesmo período de tempo.

Os mnemônicos é a técnica que ajuda a desenvolver a memória e facilitar a memorização Um exemplo é usar primeiras letras ou sílabas, como SoCiDiVaPlu para decorar os fundamentos da República Federativa do Brasil (artigo 1º da Constituição).

De acordo com o estudo da Psychological Science in the Public Interest, os mnemônicos só são efetivos quando as palavras-chaves são importantes. Além disso, os assuntos que não se adaptam à geração de palavras-chaves não são apreendidos com o uso dessa técnica.

Mais uma técnica de baixa utilidade foi a de visualização de imagens enquanto liam e de transformações de imagens mentais em desenhos. A pesquisa apontou que a utilização desse modelo de estudo só é positivo quando acompanhado de frases que conectem imagens e ideias/conceitos. Por isso, essa constatação não invalida os mapas mentais para estudos.

Uma das técnicas mais utilizadas, os resumos, se mostraram efetivos apenas para provas escritas e não para as objetivas. Apesar de ter sido classificado como de baixa utilidade, resumir é mais útil do que grifar e reler textos. O artigo aponta que a técnica pode ser efetiva para estudantes que são bons em produzir resumos.

Utilidade modera

Foto: Reprodução

A técnica de interrogação elaborativa, criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros, é a primeira a ser apontada como de utilidade moderada.

Em seguida foi apontada a auto-explicação, que é útil para aprendizagem de conteúdos abstratos. A técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado e não após o estudo.

A terceira técnica moderada é o estudo intercalado, quando alternamos diversas disciplinas. O principal benefício da intercalação é fazer com que a pessoa fique mais tempo estudando.

Estudo de alta utilidade

Foto: Reprodução

O teste prático é uma das melhores formas de aprendizagem. A pesquisa apontou que essa técnica é até duas vezes mais eficiente que as citadas anteriormente. A recomendação é fazer diversas questões, utilizar provas anteriores e focar em resolver os exercícios.

Por fim, foi apresentada a prática distribuída, que consiste em distribuir o estudo por um longo tempo, em vez de focar a aprendizagem em um só momento.

A prática distribuída pode ser feita com a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, com intervalos para descanso.

Fonte: Mega Curioso, Mude.vc

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