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Como se consegue identificar alguém pela arcada dentária?

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Algumas coisas do nosso corpo nos fazem únicos e reconhecíveis. Dentre elas, os dentes são as substâncias mais duras e resistentes do corpo humano. Além disso, eles são a última parte do corpo que se decompõe e resistem a condições extremas. Por isso que muitas vezes é possível identificar as pessoas através da arcada dentária.

Justamente por serem bastante resistentes, os dentes são, muitas vezes, a única parte que resta do corpo em um caso trágico de acidente. Mesmo sabendo disso, muitas pessoas não sabem como é possível identificar a pessoa através da arcada dentária. Mostramos aqui como se faz essa identificação.

Primeiro, para que alguém seja reconhecido através da arcada dentária, geralmente é feito o método de comparação com as chapas de raio X. Nele, coleta-se duas chapa diferentes, uma feita pelo dentista do suposto falecido e outra dos dentes do cadáver na mesma posição e ângulo.

Arcada dentária

Doctoralia

Tendo essas duas chapas, elas são sobrepostas no computador. Elas são perfeitas para que se consiga identificar as semelhanças no formato do dentes da pessoa e também qualquer tipo de intervenção odontológica que tenha sido feita. O que quer dizer que, mesmo que a pessoa tenha feito restaurações, canais, coroas ou próteses isso não irá atrapalhar no processo de identificação.

Essas informações dadas pela ficha odontológica são uma ajuda muito boa nessa identificação. Algumas irregularidades, como por exemplo, dentes tortos, encavalados ou espaçados se tornam mais evidentes e também dão informações precisas a respeito do cadáver.

Tendo em mãos todos esses dados, eles criam um modelo seguro para os peritos chegarem a uma conclusão precisa de quem era a pessoa em questão.

Identificação

Ieapom

Contudo, esse processo é possível se a pessoa tinha um dentista e tinha um arquivo com essas chapas de raio X. Mas e se a pessoa que precisa ser identificada nunca tiver ido ao dentista?

Se esse for o caso, é preciso que os peritos procurem fotos onde a pessoa apareça sorrindo ou mostrando os dentes. Quando esses registros são encontrados, eles podem ser ampliados para que se use como um método de comparação com o formato dos dentes.

Já nos casos em que a perícia não faz a menor ideia da identidade da pessoa que tem que ser identificada, a informação mais relevante que a arcada dentária pode dar é a idade daquela pessoa, especialmente se ela tiver até 16 anos de idade.

Isso porque, na juventude, as pessoas passam por várias etapas em seu desenvolvimento dentário, como por exemplo, a formação das raízes dos dentes e a substituição dos dentes de leite.

Já nos adultos, essa análise não é tão confiável, porque as mudanças vistas na arcada dentária são mais sutis e não revelam tanto a idade que a pessoa teria. Mesmo assim, o que os peritos mais estudam quando estão identificando alguém é o desgaste dos dentes.

Outros usos

Capacitacion forense

Além de identificar os mortos, a arcada dentária também pode ajudar em outros aspectos. Como por exemplo, ela pode ajudar a solucionar um crime. Como? Nos Estados Unidos, por exemplo, desde 1973 os tribunais aceitam marcas de mordida como evidência de um crime.

Por mais que a mordida não seja uma evidência tão confiável como uma impressão digital, ela também é uma exclusividade de cada pessoa. Isso consegue dar informações importantes a respeito de como as coisas aconteceram em uma potencial cena de crime.

Além disso, a arcada dentária também pode ajudar os peritos no momento de verificar se a marca de dentes deixada na pele é proveniente de uma mordida de um agressor ou então de uma vítima durante um ataque ou até mesmo se ela era parte de uma atividade sexual.

Fonte: Superinteressante

Imagens: Doctoralia, Ieapom, Capacitacion forense 

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