
Nas eleições desse ano, os norte-americanos escolheram além do presidente do país, os novos membros do Congresso. A posse do presidente eleito, Donald Trump, aconteceu no dia 20 de janeiro e, desde então, ele já tomou várias decisões que surpreenderam as pessoas. Por exemplo, o perdão de Trump para mais de 1.500 de seus apoiadores que invadiram o Capitólio dos EUA há quatro anos.
Esse perdão chamou atenção de policiais, e suas famílias, que lutaram contra esses invasores e de, pelo menos, um dos colegas de partido do presidente eleito. O fato foi que ele concedeu clemência a quase todos os acusados de participar do ataque de 6 de janeiro de 2021.
Nessa data, cerca de 140 policiais ficaram feridos na invasão e o atentado fez com que os parlamentares fugissem do prédio para conseguir salvar as suas vidas. Na visão de Craig Sicknick, cujo irmão, o policial do Capitólio Brian Sicknick, foi agredido durante a invasão e morreu de múltiplos derrames no dia seguinte, Trump é o “puro mal”. “O homem que matou meu irmão agora é presidente”, disse.
“Meu irmão morreu em vão. Tudo o que ele fez para tentar proteger o país, para proteger o Capitólio — por que ele se incomodou? O que Trump fez é desprezível e prova que os Estados Unidos não têm mais nada que se assemelhe a um sistema de justiça”, continuou ele.
Além dele, Michael Fanone, um ex-policial do Departamento de Polícia Metropolitana de Washington, que sofreu ferimentos graves durante o tumulto, disse estar chateado com o perdão de Trump porque seis pessoas que o agrediram saíram livres. “Fui traído pelo meu país”, afirmou ele.

Carta Capital
Esse perdão de Trump foi estendido às pessoas que cometeram contravenções, como invasão de propriedade, e também, para as que atacaram policiais. Além delas, também, foi concedida clemência para quem planejou o ataque.
Nem todos os republicanos concordaram com esse perdão e um deles foi o senador Thom Tillis que disse que dar o perdão para os invasores, que agrediram os policiais, mostra uma mensagem errada.
“Vi uma imagem hoje em meu clippping de notícias das pessoas que estavam esmagando aquele policial. Nenhuma delas deveria receber perdão. Você torna este lugar menos seguro se enviar o sinal de que policiais podem ser potencialmente agredidos e não há nenhuma consequência”, disse Tillis.
Contudo, Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, defendeu o perdão de Trump dizendo que por não ter provas, várias das condenações tiveram uma motivação política. “O presidente Trump fez campanha com base nessa promessa. Não deve ser surpresa que ele a tenha cumprido no primeiro dia”, disse ela.
Fonte: CNN
Imagens: Carta Capital





