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Focas do Ártico experimentam dramática perda de peso

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O Ártico passou por uma rápida transformação nos últimos anos. Toda essa mudança foi ocasionada por fatores climáticos, como, por exemplo, o aumento das temperaturas. O ambiente gélido tem sido vítima constante do aquecimento global, assim como as espécies que vivem ali. Um recente estudo, por exemplo, apontou que três espécies de focas árticas perderam massa corporal de forma alarmante.

O estudo foi realizado por pesquisadores da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (em inglês: National Oceanic and Atmospheric Administration – NOAA), que estudaram de perto as focas que habitam o Mar de Bering e as ilhas Aleutas. A pesquisa iniciou-se em 2007 e terminou em 2018.

Focas

Após 11 anos de estudos e análises, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a massa corporal das focas diminuiu drasticamente, independente da idade e do sexo das espécies estudadas. Apenas dois grupos não apresentaram perda de peso.

“Nossas descobertas apontam fortemente que a mudança é ocasionada pelas mudanças climáticas. Vimos perda de peso na maioria das espécies. Apenas dois grupos nao apresentaram perda da massa corporal”, disse o pesquisador Peter Boveng. “As condições climáticas no Ártico estão afetando um imenso número de focas e de uma forma que pode impactar suas populações”.

De acordo com os pesquisadores, o declínio da condição corporal está intimamente ligado à dependência de um ambiente frito, principalmente durante a gravidez e os ciclos de amamentação.

A maioria das espécies, geralmente, se reúnem nas bordas de calotas de gelo flutuantes durante a primavera para dar à luz – entre abril e maio. Como dependem de uma certa quantidade de gordura para manter a energia, as focas, que perderam peso, passam por uma série de dificuldades.

Dificuldades

Parte das focas que foram analisadas se reúnem no Mar de Bering anualmente. O local, antes das mudanças climáticas, era repleto de alimento. O cenário, hoje, de acordo com os pesquisadores é outro. O gelo marinho diminui cerca de 47.000 quilômetros quadrados por ano e, com isso, as mamães focas se veem obrigadas a procurar comida em áreas que menos favoráveis.

Segundo o estudo, uma foca jovem perdeu durante os anos em que a pesquisa foi realizada cerca de 11 kg. A pesquisa observou também que a população de focas nas Ilhas Aleutas sofreu um declínio entre 1980 e 1999, ou seja, 86%. O motivo dessa diminuição no número de espécies não foi esclarecido e novos estudos precisam ser realizados para certificar o motivo.

“Suspeitamos que as quedas das massas corporais destas espécies de focas são uma resposta aguda à forte onda de calor que tem invadido o Pacífico Norte”, explicou Boveng. “Os resultados são alarmantes devido à posição dessas espécies de focas na cadeia alimentar. As mudanças climáticas estão causando um impacto em peixes e outros animais, assim, as focas estão se alimentando cada vez menos. Com essas mudanças nos ecossistemas, todos saem perdendo”.

Informações adicionais

O estudo trouxe à tona outras informações importantes. Entre 2011 e 2016, por exemplo, focas apareceram com feridas, demonstraram sofrer queda de cabelo e apresentaram comportamento letárgico. Já em 2018, um grande número de focas foram encontradas encalhadas ou mortas. Ambos acontecimentos também estão fortemente ligados às mudanças climáticas.

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