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Fotógrafo brasileiro viraliza parando rotina das pessoas para fotos

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A invenção das fotos não é obra de uma só pessoa, mas sim de um processo acumulado de avanços por parte de muitos indivíduos, trabalhando juntos ou em paralelo ao longo de muitos anos. Como resultado, temos o que chamamos de fotos. E cada fotógrafo tem seu estilo e formas de registrar as coisas que acabam chamando a atenção de todos.

Como por exemplo, o fotógrafo paranaense Brian Baldrati, de 32 anos, que viralizou nas redes sociais com vídeos em que ele aparece parando a rotina da vida das pessoas para que elas façam uma sessão de fotos. Como uma troca por esse “tempo perdido”, as pessoas ganham as fotos e contam um pouco da sua história.

“Eu priorizo muito a história da pessoa, além da fotografia. Todo mundo tem uma história para contar. Algumas pessoas têm histórias legais, outras não e está tudo bem. Não tenho um filtro das pessoas que eu escolho, não tenho um nicho. A ideia é registrar a diversidade e mostrar para as pessoas que está tudo certo ser diferente”, disse o fotógrafo.

Fotógrafo

G1

Brian é natural de Curitiba e já viajou mais de 60 países. Ele sempre gostou de fotografar tanto culturas como pessoas diferentes. Mesmo assim, ele colocou realmente em prática essa ideia de parar as pessoas e fazer sessões de fotos quando estava na sua lua-de-mel.

O projeto se chama “Retratos Desconhecidos” e já tem registrado a história de quase 30 pessoas.


“Eu sempre gostei muito da troca que rola com as pessoas, mas eu nunca tinha mostrado para ninguém como esse processo era feito. Eu decidi colocar uma câmera no peito e testar. Na primeira vez, estava em uma ilha paradisíaca na Itália durante minha lua-de-mel. Eu coloquei no vídeo a cena da abordagem e as fotos que eu tirei. Esse vídeo viralizou, bateu mais de 7 milhões de visualizações. Eu fiz mais para testar, porque eu não sabia que ia ter uma repercussão tão grande”, contou.

“Agora, eu aumentei a minha conta em 600 mil seguidores em dois meses de projeto. Só no Instagram, são mais de 60 milhões de visualizações nos vídeos publicados. E, de uma certa forma, interfere na vida dos outros também. Teve uma menina que eu fotografei e ganhou mais de 30 mil seguidores. Interfere muito na vida das pessoas que assistem aos vídeos também. Eu já recebi mensagem de pessoas em depressão e que foram tocadas pelo projeto”, completou o fotógrafo.

Um dos personagens

G1

Em um dos seus vídeos postados, o fotógrafo aborda uma moradora de Trancoso, na Bahia. E mesmo não estando em um bom dia, Artemizia topou participar da sessão de fotos com Brian. O diálogo deles foi:

– Com licença. Tudo bem com você?

– Não.

– Não está?

– Eu estou em um dia péssimo, muito horrível. Desculpa.

– O que eu posso fazer para te ajudar?

– Nada, desculpa. Sério.

– Queria muito te presentear com umas fotos.

– Eu não estou em dia de foto.

– Eu posso tentar o meu melhor para você lembrar desse dia e eu poder deixar registrado.

– Tá, pode ser.

Em entrevista, o fotógrafo disse que como ele estava em uma “vibe feliz” na Bahia, não passou por sua cabeça que alguém pudesse não estar bem. Ele contou que 70% das pessoas que são abordadas topam participar do projeto.

“Me tocou muito aquilo. O que eu falei para ela foi tudo o que eu senti no meu momento de conexão com ela”, disse ele.

O fotógrafo garante que não combina antes de fotografar nenhum dos participantes do projeto. De acordo com ele, toda essa experiência tem sido bastante enriquecedora.

“É muito enriquecedor, muito legal conhecer pessoas diferentes e saber respeitar a forma e opinião de cada um. Acho muito bom eles se verem nas fotos e serem pegos de surpresa. Nenhuma foto foi montada, eu realmente sigo minha intuição. Fico 15, 20 minutos parado para saber quem eu devo abordar. Todas elas eu acabo tendo um aprendizado e levo junto comigo um pouquinho dessa historia”, contou.

Fotos do projeto

G1

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G1

Fonte: G1

Imagens: G1

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