
A cadeia alimentar é aquela sequência unidirecional, de matéria e energia, que é trocada entre os seres vivos pela alimentação. No topo de cada uma delas está o predador, e reino animal existem vários deles que parecem se adaptar para continuar em sua posição. Um exemplo disso é esse gavião que aprendeu como o semáforo de uma cidade funciona para melhorar os métodos de caça e fazer emboscadas para suas presas.
O pássaro do caso é o gavião-galinha (Accipiter cooperi), famoso por planejar com antecedência determinadas formas de emboscar e perseguir suas presas. Para fazer isso, o pássaro estuda os padrões de movimento das presas.
Os indivíduos dessa espécie começaram a viver em cidades desde 1970 e usam as estruturas urbanas, como telhados, janelas e vielas para caçar. Agora, ao que tudo indica, o gavião que aprendeu como o semáforo funciona para melhorar sua caça.
No estudo feito por um pesquisador da Universidade do Tennessee, nos EUA, foi descrito que quando os carros estavam parados no sinal vermelho, a ave também ficava parada e usava os carros para se camuflar. Dessa forma, a presa dela não iria perceber a aproximação. Então, quando ouvia o som dos semáforos de pedestres o gavião levantava voo.

Galileu
O comportamento de um gavião-galinha foi observado em um cruzamento urbano em West Orange, Nova Jersey. No caso, Vladimir Dinets, ecologista ambiental, acompanhou o pássaro por 12 horas desde o nascer do dia por 18 dias úteis no inverno. Nesse tempo ele registrou seis tentativas de ataque na caça.
Todos eles aconteceram entre 7h30 e 9h da manhã. Durante sua observação, Dinets registrou as condições de trânsito, os movimentos do gavião, as fases do semáforo e o sinal sonoro para pedestres, que era entre 30 e 90 segundos.
O ecologista também numerou as casas presentes em sua área de estudo para ficar mais fácil sua visualização. Ele viu que os moradores deixavam migalhas de pão perto da casa 2, o que atraia vários pombos, pardais e estorninho, todos possíveis presas para o gavião.
Todos os ataques do gavião foram no momento em que tocava os sinais sonoros da passagem de pedestres. Segundo Dinets, esse comportamento é pouco improvável de acontecer por acaso, além do que, nos dias que o trânsito estava pouco ou nos fins de semana, a ave não caçou. Isso sugere que o comportamento de caça do gavião está sim relacionado ao trânsito e ao som do semáforo.
Esse gavião começava seu dia em uma árvore na frente da casa 11 e começava a caça depois de começar a escutar o barulho do semáforo do sinal vermelho. A ave esperava os carros ficarem na casa 8 para começar voar baixo, já que os veículos faziam uma barreira visual entre ele e suas presas.
Depois, ele ia até uma árvore na frente da casa 1 e, ainda não visível, atacava as presas que estavam comendo na frente da casa 2.
Na visão de Dinets, essa inteligência do gavião é uma característica da espécie para conseguir viver em ambientes complexos e desconhecidos.
Fonte: Galileu
Imagens: Galileu
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