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Golpe no app de delivery em que motoboy fica com a comida

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Hoje em dia, fazemos praticamente tudo pelo celular através dos mais variados aplicativos. Um dos mais usados são os de delivery de comida. Contudo, infelizmente, conforme a forma de se pedir comida se desenvolve e dá mais possibilidades para o consumidor, a maneira de tentar dar um golpe também passa por mudanças. Por isso que sempre novos golpes acabam surgindo.

Como por exemplo, o caso do professor universitário Thiago Soares, de 43 anos, que caiu em um golpe no último domingo. O golpe foi feito pelo motoboy que, durante o trajeto, afirmou que estava perdido e pediu para Thiago enviar a sua localização pelo WhatsApp.

Então, o professor passou sua localização e, de acordo com ele, o golpe foi aplicado imediatamente. Através do número de telefone de Thiago, o motoboy teve acesso ao código de segurança dado pelo aplicativo, que costuma ser os últimos quatro dígitos do celular, com isso, ele marcou a entrega como concluída e ficou com a comida de Thiago.

Golpe

G1

“Eu me senti muito mal. Eu fui ingênuo, estava com boa vontade. Achei que ele estava sem internet e não conseguia achar minha casa. No primeiro momento, achei que pelo WhatsApp seria mais fácil de resolver. Depois, eu fiquei com muita raiva e não era nem pelo valor. Foi uma compra de R$ 43”, contou ele.

“Eu estava na pressa de receber a comida e não me passou pela cabeça que seria um golpe. Na hora, eu não me liguei, não desconfiei. Eu achei que ele poderia estar passando dificuldade com a internet. O WhatsApp costuma ser liberado nos pacotes das operadoras. O app do iFood deve consumir muita internet e pensei que pelo WhatsApp poderia ser mais fácil”, continuou.


Dependendo o restaurante, o iFood dá um código de segurança para o cliente para que ele informe ao entregador no momento em que tiver com sua encomenda em mãos.

“No meu caso, o código é fixo e são os 4 últimos dígitos do meu celular. Eu vi que o código muda para algumas pessoas. Eu acho que os entregadores maldosos devem ter percebido que o código de muitas pessoas é o final do número do celular e inventaram esse golpe. Se for assim de todo mundo, eu acho que é uma falha de segurança do iFood. Muita gente está relatando que também já passou por isso”, disse Thiago.

Caso

Scuadra

Em entrevista, o professor disse que queria apenas um lanche, mas ao invés disso acabou recebendo uma dor de cabeça no fim do seu domingo. Thiago disse que ficou traumatizado e que, mesmo ele tendo sido ressarcido, ele não fez um novo pedido.

“Eu entrei em contato com o iFood, fiquei tentando falar com eles. O iFood me respondia que o pedido tinha sido entregue. E eu tive que provar para eles que eu não recebi o pedido. Eu printei a conversar no chat do iFood e eles perceberam que o rapaz tinha agido de má fé. Depois que eu mandei o print da conversa do entregador, eles cancelaram a entrega e estornaram o valor gasto”, afirmou.

“Eu fiquei traumatizado, não pedi mais nada. Fiquei com fome. Na hora, bateu uma bad. Eu perdi a fome. Eu fiquei estatelado. Pensei ‘que m**, caí num golpe’. Fiquei inerte. É muito estranho cair em golpes. Eu estava de ressaca e só queria comer uma fatia de red velvet, era um doce. Não consegui”, disse.

Segundo o iFood, a empresa “repudia desvios de conduta, sejam consumidores, estabelecimentos ou entregadores”. De acordo com a plataforma, o iFood “mantém comunicações a fim de orientar clientes e parceiros sobre golpes e reitera que possui um time interno especializado e dedicado para acompanhamento de atividades suspeitas em todo o país”.

Fonte: G1

Imagens: G1, Scuadra

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