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Herdeiro da Disney se arrepende por não ajudar a comunidade LGBTQ+

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Charlee Corra Disney é um dos descendentes de Walt Disney. Com isso, ele é o herdeiro da gigante do entretenimento responsável por colorir infâncias ao redor do mundo. Recentemente, ele revelou estar arrependido por não ter feito mais em relação a um projeto de lei aprovado no estado da Flórida, nos Estados Unidos, conhecido como “Não Diga Gay”.

A medida foi considerada anti-LGBTQ+ por proibir que professores abordem assuntos de gênero ou orientação sexual até a terceira série. Na época em que a lei foi aprovada, o CEO da Disney, Bob Chapek, recebeu críticas por doar 5 milhões de dólares aos políticos responsáveis pelo projeto de lei, de acordo com o Sky News.

Já Charlee, o herdeiro da Disney, falou sobre sua trajetória como trans há quatro anos. Contudo, ele admite que não usou sua influência de forma como gostaria para defender a comunidade LGBTQ+ de ataques como a lei em questão.

“Sinto que não faço muito para ajudar. Eu não ligo para senadores ou tomo medidas. Eu senti que poderia estar fazendo mais”, confessou o herdeiro durante uma entrevista à revista The Los Angeles Times no último domingo (10).

Para tentar compensar a falta de ação na época, a família de Charlee fez uma doação de 5 mil dólares para a ONG Human Rights Watch na última semana. Seu pai, Roy Patrick, divulgou um pronunciamento em que cita o filho, que atua como professor de biologia.

A igualdade é profundamente importante para nós, especialmente porque nosso filho, Charlee, é transgênero e um membro orgulhoso da comunidade LGBTQ+”, afirmou o sobrinho-neto de Walt Disney.

A ação da Disney

De acordo com relatos do site Aventuras na História, funcionários da Pixar acusaram a Walt Disney Company de censurar as cenas que mostram afeto entre personagens do mesmo gênero.

Em meio ao cenário, que também conta com o apoio financeiro ao Não Diga Gay, os estúdios da Marvel já se posicionaram contrários à medida. Agora, de acordo com o Cine Buzz, o serviço de streaming Disney+ se posicionou contra.

“O Disney+ apoia nossos funcionários, colegas, famílias, contadores de história e fãs LGBTQIA+ e nós fortemente denunciamos todas as legislações que infringem os direitos humanos básicos das pessoas da comunidade LGBTQIA+ – especialmente a legislação que mira e fere jovens e suas famílias.”

“Nós nos esforçamos para criar um serviço que reflita o mundo em que vivemos, e nossa esperança é ser uma fonte de inclusividade, empoderamento e histórias autênticas que nos unem na nossa humanidade compartilhada”, declarou a plataforma em seu perfil no Twitter.

Não Diga Gay

A lei apelidada como Não Diga Gay proíbe que docentes falem sobre questões de gênero e orientação sexual em sala de aula com crianças de até nove anos de idade. Além disso, de acordo com a Folha de São Paulo, qualquer professor que “identifique” um aluno como LGBTQ+ deve falar sobre o assunto diretamente com seus pais.

De acordo com opositores, a medida pode promover uma “caça às bruxas” aos docentes. Assim sendo, o papel da Disney diz respeito ao CEO, Bob Chapek. Na ocasião, ele afirmou que a empresa só pode “criar um mundo mais inclusivo pelo conteúdo inspirador que produzimos”.

Contudo, relevou-se que a empresa fez doações significantes  para nomes que apoiam a lei controversa de forma aberta. Por isso, a carta dos funcionários da Pixar ordena que a empresa corte o suporte financeiro.

Para reverter as tensões, Chapek informou que a Disney iria doar 5 milhões de dólares para a Human Rights Campaign e outras instituições que agem em prol da comunidade LGBTQ+. Porém, a HCR se recusou a receber a doação enquanto a Dinsey não agir efetivamente pela causa.

Fonte: Aventuras na História

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