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A história de Charles Ponzi, o vigarista que criou um dos mais famosos esquemas de pirâmide

POR Cristyele Oliveira    EM Entretenimento      02/04/19 às 18h14

Quem não quer ficar rico, não é mesmo? Todo mundo gostaria de ficar milionário, não é à toa que a Mega Sena atrai tantos apostadores, na esperança de ganhar muito dinheiro. Acontece que, às vezes, esse desejo por riqueza acaba levando algumas pessoas a caírem em fraudes. Não se iluda com ofertas de ganhos irreais em pouco tempo. Vendedores de ilusões não são uma coisa nova. Charles Ponzi foi um desses. O vigarista italiano criou um dos maiores casos de esquema de pirâmide,lá na década de 1920, e deixou muitas pessoas no prejuízo.

O esquema da pirâmide é uma oferta de enriquecimento de um número restrito de pessoas, através do convencimento e recrutamento de vários participantes. O último a entrar no esquema paga o ganho do anterior. E assim sucessivamente. No entanto, os lucros podem ser cessados a qualquer momento, e quem acreditou nessa promessa, acaba perdendo o seu investimento. E muitas pessoas já perderam o seu dinheiro nesse tipo de trama.

Esquema da pirâmide de Ponzi

Hoje em dia, existem inúmeros casos de pirâmides financeiras que deixaram milhões de investidores no prejuízo. No início da década de 1920, o imigrante italiano Charles Ponzi atraiu muitos clientes para o seu esquema de pirâmide. A oferta ilusória prometia ganhos de 50% do valor investido em apenas 45 dias. O negócio era baseado na compra de cupons postais de outros países, que seriam trocados por selos nos Estados Unidos a um preço mais caro.

Porém, com as despesas e prazos para a conversão da moeda, qualquer rentabilidade expressiva ficava comprometida. Mesmo assim, a notícia se espalhou e alimentou o topo da pirâmide por um longo período. Assim, Ponzi conseguiu pagar os investidores mais antigos, conforme entrava o dinheiro dos novos participantes. Além de, é claro, reservar uma quantia para si próprio. Mas era uma questão de tempo até o esquema entrar em colapso.

Quando isso aconteceu, ele se deu conta de que eram necessários 160 milhões de cupons postais para sustentar as margens de todos os investidores. Mas só existiam 27 mil no mercado, ou seja, seria impossível pagar todas as pessoas que empregaram o seu dinheiro no negócio. Mais de 17 mil pessoas tiveram perdas financeiras.

Ponzi foi condenado à anos de prisão. Não se sabe ao certo se ele foi o primeiro a usar desse tipo de esquema, mas como o caso de 1920 foi muito marcante nos Estados Unidos, ele ganhou fama internacional pela fraude. Posteriormente, esse tipo de esquema fraudulento foi batizado de esquema de Ponzi.

Esquema de pirâmide é considerado um crime contra a economia popular, entretanto, são vários os casos de trapaça acontecendo livremente, tanto no Brasil, quanto em outros países do mundo.

Esquema da pirâmide no Brasil

Aqui no Brasil, já foram vários os casos de pirâmide financeira. Um dos mais conhecidos foi o das Fazendas Reunidas Boi Gordo, na década de 1990. Seduzidos pela oportunidade de lucrar no mínimo 42% no período de um ano e meio, 30 mil investidores perderam cerca de 3,9 bilhões de reais.

Os investidores aplicaram suas economias nas Fazendas Reunidas Boi Gordo. A empresa começou a vender os chamados contratos de investimento coletivo (CICs) nos anos 1990. O negócio era baseados na engorda de bois e na criação de bezerros, mas os lucros eram pagos na maioria pela entrada de novos investidores.

Nos primeiros anos, a ideia foi um sucesso e atraiu muitos novos investidores. Em 2001, a situação se complicou, e a empresa não tinha mais dinheiro suficiente para quitar todos os resgates solicitados. A falência foi decretada em 2004. Até hoje, pessoas lutam na justiça por ressarcimento do dinheiro investido no negócio.




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Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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