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Homem desenvolveu doença 30 anos depois de ter contraído microrganismo

POR Bruno Destéfano    EM Curiosidades      05/07/19 às 16h46

A hanseníase é causada pela infecção da bactéria Mycobacterium leprae, que promove lesões cutâneas e desfiguração. Existe muita estigmatização social com pacientes que sofrem com sintomas dessa doença por ser, supostamente, espalhada por aerosol, tosse e espirros. Os sintomas se desenvolvem lentamente (três a sete anos após a infecção), mas um caso incomum aconteceu na Flórida Central. Com 58 anos, o homem foi diagnosticado com a doença 30 anos depois de ter contraído microrganismo, com o agente transmissor da doença: um tatu. Há três décadas, ele caçava tatus utilizados em pesquisas científicas. Por isso, provavelmente, foi contaminado naquela época.

Em um relatório, os médicos afirmaram que a hanseníase é difícil de ser diagnosticada logo de cara. Isso porque a bactéria causadora da doença pode ficar incubada de oito a 12 anos até que os primeiros sintomas realmente apareçam. Ademais, não existe um teste capaz de identificar a infecção antes que ela se manifeste com todas as suas nuances.

Sobre o caso

A incidência da hanseníase é rara nos Estados Unidos, com uma média de menos de 200 casos diagnosticados por ano. Esse processo de infecção se dá pela bactéria Mycobacterium leprae, comum em animais selvagens. Os sintomas de hanseníase incluem manchas claras ou vermelhas na pele. Além disso, também pode incidir dormência, feridas no nariz e ressecamento dos olhos.

Mesmo com a pouca frequência de casos nos Estados Unidos, existem regiões endêmicas da doença. "No sul dos EUA, a M. leprae pode ser transmitida por tatus que liberam os bacilos no meio ambiente a partir de secreções corporais. As bactérias são capazes de sobreviver até oito meses no ambiente", afirmaram os médicos ,que acompanharam a vítima da infecção tardia.

Tratamento e detalhes sobre a hanseníase ao redor do mundo

Os remédios são baratos e estão disponíveis gratuitamente para qualquer pessoa diagnosticada com a doença. Contudo, bolsões de alta incidência em dezenas de países impediram que os números diminuíssem. As causas profundas para as elevadas taxas de prevalência continuam a ser a pobreza, falta de saneamento e nutrição. Além disso, a falta de disponibilidade de cuidados de saúde para tratar os diagnosticados agrava a situação.

Dasypus novemcinctus, vulgarmente conhecido tatu-galinha no Brasil, é a única espécie cuja gama inclui as Américas do Norte, Central e do Sul. Esses tatus estenderam seu alcance do México ao Texas por volta de 1850. Depois, foram para o norte e para o leste nos estados do Golfo do sul dos EUA.

No final dos anos 1940, outro grupo de tatus escapou do cativeiro na Flórida central. Assim, se espalhou por toda a região. O tratamento é feito com antibióticos e dura de seis meses a um ano. Casos não tratados podem se agravar, já que há risco das manchas na pele virarem feridas. O homem, de 58 anos, desenvolveu a doença 30 anos depois de ter contraído microrganismo, o que nos deixa estarrecidos. Tudo fica ainda mais complicado por causa da dificuldade em entender a questão antes de ter se proliferado pelo corpo da vítima.

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Bruno Destéfano
Escritor, fotógrafo e jornalista // Deixe que o conhecimento te revolucione de dentro para fora.
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