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7 animais mais estranhos utilizados pela ciência

POR Bruno Destéfano    EM Curiosidades      30/05/19 às 14h22

Experimentos científicos envolvendo animais são tabus que estão longe de serem superados. Qual seria o limite (ou não teria limite algum quando o assunto é usar criaturas vivas como objetos de estudo)? Os sacrifícios valeriam o esforço depositado na inovação científica? Nós somos mais importantes do que os animais? Bom, tudo isso é bem complicado de analisar em situações que as vezes estão fora de nosso alcance. No entanto, se isso te incomoda, então alguma coisa pode estar errada. É sempre bom encontrar alternativas cabíveis no sentido de aprimorarmos a abordagem científica. Enfatizando e não ignorando essas problemáticas, os cientistas utilizam corriqueiramente animais para testes de cunho inovador. Da obesidade ao envelhecimento, o estudo de certas doenças pode ser fortemente influenciado por diferentes espécies de animais. Criamos uma lista para aprofundarmos o assunto no sentido de entendermos quais são os 7 animais mais estranhos utilizados pela ciência.

Embora não possamos nadar como uma lula ou pular como um canguru, podemos desenvolver as mesmas doenças. Há muita coisa que podemos descobrir estudando sexo entre golfinhos e o mel das abelhas, por exemplo. Os estudos de animais ajudaram a erradicar a varíola, estudar DSTs, entender a AIDS e descobrir muito sobre como o mundo funciona. Vamos à lista?

1- Rato-toupeira-pelado

Rato-toupeira-pelado (Heterocephalus glaber) são um dos mamíferos mais bizarros conhecidos pela ciência e podem ser a nossa melhor aposta para nos livrarmos do câncer. A massa corporal é geralmente um bom indicador do tempo de vida máximo da espécie, mas os ratos-toupeira-nus quebram a tendência. Eles têm tamanho semelhante ao dos camundongos e, no entanto, os camundongos raramente vivem mais de 3,5 anos. Enquanto isso, os ratos-toupeira-pelados vivem até 30 anos.

Ainda não está claro como os ratos-toupeira-pelados são capazes de viver vidas tão longas e saudáveis, mas eles foram usados ??como modelo para examinar várias teorias sobre como o envelhecimento ocorre. Um provável fator subjacente à longevidade de ratos-toupeira-pelados é sua resistência ao câncer. Descobertas recentes sugerem que as células de ratos-toupeira-pelados são resistentes em mudanças que tornam uma célula normal cancerosa.

2- Furão

Os furões estão mais próximos biológica e fisiologicamente aos seres humanos do que os ratos. Embora eles não se pareçam conosco, são usados ??como modelos para estudar doenças respiratórias. Esses animais contraem os mesmos vírus respiratórios que os humanos e seus pulmões apresentam uma semelhança fisiológica impressionante com os nossos.

3- Tatu-galinha

A pesquisa sobre a lepra foi retida por muitos anos pela falta de um modelo animal. Isso impediu a busca por vacinas e tratamentos eficazes com antibióticos. Um grande avanço veio da descoberta de Eleonor Strorn no final dos anos 1960. Ela identificou que o tatu-galinha era suscetível à lepra. A bactéria da hanseníase prospera em temperaturas corporais mais baixas quando estamos nos referindo aos seres humanos. No entanto, os tatus têm uma temperatura corporal baixa, em torno de 33 ° C, o que significa que a doença alcança os seus órgãos. Esse é um dos animais mais estranhos utilizados pela ciência.

4- Golfinho

O que as relações sexuais humanas têm em comum com as dos golfinhos? Infelizmente, ambos contraem verrugas genitais. Os golfinhos são a única espécie, além dos humanos, que são conhecidos por abrigar infecções de vários tipos de papilomavírus na mucosa genital. Inclusive, acredita-se que a co-infecção seja um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero em humanos.

5- Codorna

Você sabia que as codornas são usadas para testar os impactos de agroquímicos no meio ambiente? Elas comem muitos tipos de sementes e são objetos de estudos sobre palatabilidade. Por meio das análises, é possível mostrar a probabilidade de, por exemplo, um novo pesticida ser comido pelas aves. Estas também comem uma variedade de vermes e larvas de insetos, fazendo com que saibamos mais sobre os efeitos de uma substância química na cadeia alimentar. Esse é um dos animais mais estranhos utilizados pela ciência.

6- Canguru

Pesquisadores recentemente sequenciaram o genoma dos cangurus. O objetivo foi o de identificar regiões em cromossomos que são semelhantes ou diferentes do DNA humano. Isso poderia fornecer pistas sobre a estrutura e função dos genes vitais para a saúde e o desenvolvimento das pessoas.

7- Água-Viva

Essas criaturas do oceano provaram ser muito úteis em todos os tipos de pesquisa científica. Alguns pesquisadores usaram águas-vivas para procurar um anti-veneno eficaz para salvar vítimas de picadas de vespas do mar. Outros estão estudando os produtos químicos nestes animais para possível uso no tratamento do câncer.

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Bruno Destéfano
Escritor, fotógrafo e jornalista // Deixe que o conhecimento te revolucione de dentro para fora.
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