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Ilustrações retratam como naturalistas registravam suas descobertas no passado

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Bem antes da fotografia, os cientistas precisaram encontrar uma maneira para poder retratar suas descobertas científicas. Por não poderem contar com o poder de uma máquina fotográfica, os cientistas resolveram se aproximar de grandes artistas. O motivo? Basicamente, ilustrações.

Com o tempo, a aliança foi ganhando força e os artistas se tornaram membros cobiçados na comunidade científica. Consequentemente, acabaram disseminando também todo o conhecimento que os pesquisadores coletaram.

Hoje, o desenho científico já não se encontra mais em ascensão. Em contrapartida, isso não significa que as ilustrações científicas que ilustram os meios de comunicação hoje não sejam de qualidade.

Criaturas marinhas

Antes da chegada da fotografia de alta resolução, os cientistas, como dissemos, precisaram ser criativos para documentar os animais estudavam. Os cientistas do século 19 se aliaram aos artistas da época para poder recriar imagens realistas das espécies que analisavam, bem como transcrever as observações científicas e os relatos de viajantes e marinheiros. Todo essa trabalho, em seguida, era transmitido ao público.

Muitas vezes, os viajantes e os marinheiros não passavam informais reais sobre os encontros que haviam tido com certas espécies. Ambos deixaram a imaginação falar mais alto. Por falta de informações precisas, e por conta do excesso de imaginação, os artistas acabavam criando criaturas fantásticas. Muitos artistas, por exemplo, acreditavam que as baleias eram bestas parecidas com dragões.

As revistas científicas do século 19 estão repletas de desenhos de bestas míticas que foram recriadas com base em contos de marinheiros e viajantes. Como as criaturas eram divulgadas por revistas especializadas, todos acreditavam na existência de tais animais.

Foi somente com o surgimento dos meios de transporte, que cientistas europeus, como Charles Darwin e Alexander Van Humboldt, foram capazes de atravessar o globo para estudar as espécimes de outras regiões.

Um dos pesquisadores da época que promoveu trabalhos incríveis foi o biólogo e artista alemão Ernst Haeckel. O pesquisador era fascinado pela vida marinha. Kunstformen Der Natur e Artforms in Nature, séries de trabalhos de destaque do pesquisador, foram publicadas em 1904. Os desenhos, cheios de detalhes, retratava os organismos vivos que vivem nas profundezas do oceano.

Arquivos

Há também as obras, de 1910, que retratam os animais marinhos encontrados durante uma expedição submarina alemã realizada em 1898. A expedição foi liderada pelo biólogo Carl Chun, que viajou a bordo do SS Valdivia.

Em tal ocasião, Chun descobriu uma infinidade de espécies vida. Acredita-se que antes da expedição acontecer, acreditava-se que o fundo do oceano não abrigava nenhuma espécie de animal.

A maior variedade de ilustrações científicas – algumas datam de 1400 -, podem ser vistas no site da Biodiversity Heritage Library (BHL), a maior biblioteca digital do mundo com acesso aberto.

Lançada em 2006, a vasta coleção da BHL contém 58 milhões de páginas de estudos de ciências naturais, incluindo impressionantes ilustrações. O arquivo da BHL, que é operado por um consórcio global, já foi acessado por mais de 10 milhões de pessoas.

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