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Irmãs adotadas por famílias diferentes se conhecem após 30 anos

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Muitas pessoas sonham em ter irmãos. Em alguns casos, como o de Camila Buchele, de 33 anos, ela tem irmãs, mas não as conhecia. Natural de Itajaí, no Litoral Norte catarinense, desde sua adolescência sempre foi seu sonho conhecer as três irmãs, que foram adotadas logo após o nascimento.

O encontro parecia um pouco impossível. Mas depois de três décadas, Camila, Bianca Bernando Amorim, de 34 anos, e as gêmeas Julia e Juliana Alberich, de 31, se reconectaram.

Por mais que Camila buscasse suas irmãs desde seus 16 anos, através de informações que pudessem levar até elas, foi uma ligação inesperada, em 2020, da jornalista Julia, que deu início ao encontro do quarteto.

Segundo Julia, que mora na Espanha, ela chegou até sua irmã depois de ter acesso à própria certidão de nascimento onde tinha o nome de sua avó como testemunha. Então, ela começou a mapear informações através da internet e conseguiu encontrar um tio. Foi ele quem passou o contato de Camila para ela.

“Julia, eu sempre te procurei”, disse Camila quando ouviu a irmã pelo telefone.

Encontro

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O encontro de Julia e Camila aconteceu no dia sete de setembro de 2020, em São Paulo, quando a irmã mais nova estava em viagem ao Brasil para visitar a família. As gêmeas Julia e Juliana foram adotadas juntas por um casal de São Paulo e tem cidadania espanhola.

Embora Julia já tenha se encontrado com Camila, o encontro com Juliana ainda não aconteceu porque a gestora em recursos humanos mora nos Estados Unidos. Mas de acordo com Camila, as chamadas de vídeo entre as duas são frequentes.

Por ser ligada em ações sociais com a temática de adoção, Camila percebeu que as pessoas começaram a adicioná-la em uma rede social depois de um projeto que ela participou em Itajaí, no começo de 2022. Dentre essas pessoas, um advogado de Brusque, no Vale do Itajaí, chamou a atenção dela.

Então Camila aproveitou a oportunidade e perguntou se o advogado que atuava na área da família poderia ajudá-la a encontrar Bianca, sua irmã mais velha, que ainda não tinha sido identificada pelas outras irmãs.

“Ele me disse: ‘Então… É sobre isso que queria falar. A pessoa que você está procurando é minha esposa’. Eu disse que ele estava mentindo. Foi o encontro mais improvável de todos. Meu coração dizia que ela estava perto, mas achei que nunca ia encontrar”, contou ela.

As duas se conheceram no dia três de fevereiro de 2022 e depois do encontro conversam todos os dias. “Eu tenho meus sobrinhos, dois sobrinhos. Nunca tive isso”, disse Camila.

Irmãs

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Camila foi a única irmã que não foi adotada e saiu da casa dos avós durante sua adolescência para procurar suas irmãs. “Meus avós ficaram comigo, mas essa não era uma opção válida. Eu digo que tinha uma casa temporária”, pontuou ela.

Além da casa dos avós, Camila também chegou a morar na casa de algumas famílias, mas sempre acabava voltando para a residência dos avós. “Esse vai e vem só parou quando completei 16 anos, botei a mochila nas costas e fui atrás do meu desejo de encontrar minhas irmãs”, contou.

Nessa busca, Camila priorizou trabalhos em que a prioridade fosse atendimento ao público, como por exemplo, lojas, hospitais e correios. Tudo isso para aumentar as chances de ela encontrar alguém que pudesse conhecer suas irmãs.

Há oito anos, em uma unidade de saúde, ela conheceu uma enfermeira que atuava na área da obstetrícia no lugar e na época em que as irmãs nasceram. “Fui procurar enfermeiras que trabalhavam lá nas décadas de 1980 e 1990”, lembrou Camila.

A enfermeira lembrava das gêmeas e disse a Camila que elas tinham sido adotadas por um casal de São Paulo. Ela não sabia onde a irmã mais velha estava, mas contou que se lembrava de uma pessoa chamada Roberta Caroline, nome dado a Bianca pela família biológica. E quando ela tinha três meses a menina foi para adoção. “Minha avó mostrou uma foto que tirou da minha irmã antes de ela ir para adoção”, disse Camila.

Essas foram as únicas informações que Camila tinha na busca por suas irmãs até o contato feito por Júlia, em 2020.

Nova realidade

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Agora, Camila tem contato com suas irmãs. Ela trabalha em casa e participa de projetos sociais, principalmente aqueles relacionados com o tema adoção. Ela é casada e tem dois filhos, Valentina, de 11 anos, e João, de 5. E ela planeja adotar em breve.

Depois de buscar pelas irmãs, Camila foi atrás de sua mãe para ouvir a versão dela e quando ouviu a perdoou. O pai morreu quando a  meninas ainda eram crianças.

Fonte: G1

Imagens: G1

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