Política

Israel afirma que vai continuar guerra contra o Hamas após trégua de 4 dias

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O governo israelense declarou que, ao fim da trégua em Gaza, as Forças de Defesa de Israel continuarão a operação para resgatar reféns e pessoas sequestradas, eliminar o Hamas e assegurar a segurança do Estado de Israel na região.

Um acordo entre Israel e o Hamas combinou a libertação de 50 reféns em troca de uma pausa no combate.

O comunicado do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu informou que os primeiros reféns serão libertados na quinta-feira (23).

Mulheres e crianças sob o controle do Hamas serão liberadas nos próximos quatro dias.

O governo israelense indicou a possibilidade de prorrogações na pausa do conflito, com um dia adicional para cada 10 reféns libertados.

Em outubro, cerca de 240 pessoas foram sequestradas pelo Hamas no início do conflito.

As discussões também incluíram a libertação de 150 palestinos mantidos como prisioneiros por Israel, conforme confirmado por autoridades norte-americanas e mencionado em comunicado pelo Hamas.

A pausa no conflito facilitará a entrada de ajuda humanitária em Gaza, incluindo caminhões com auxílio médico e combustível para todas as regiões do enclave.

Via Wikipedia

Interferências

O governo dos EUA afirmou que o grupo terrorista alega que o cessar-fogo é necessário para decidir quais reféns serão libertados.

Autoridades norte-americanas confirmaram que as discussões incluíam a liberação de palestinos mantidos como prisioneiros por Israel, conforme as exigências do Hamas, que especificou os prisioneiros.

O conflito já resultou em mais de 13 mil mortes, sendo 1.402 do lado israelense e 12.300 na Faixa de Gaza, de acordo com o governo do Hamas.

Diálogo diplomático

A mídia em Israel também reportou que os primeiros reféns sairão nesta quinta-feira (23).

O gabinete do primeiro-ministro indicou que a pausa no conflito poderá se estender um dia a cada 10 reféns livres.

No entanto, essas negociações, mantidas em sigilo, estão em andamento desde o início da guerra, como revelado pelo jornal “The Washington Post”, que relata que as conversas ocorrem desde a semana passada.

Antes da reunião, o primeiro-ministro de Israel assegurou a autoridades de segurança e do alto escalão do governo que a ofensiva ao Hamas será retomada após a libertação dos reféns.

“Estamos em guerra e continuaremos em guerra”, declarou Netanyahu. “Persistiremos até alcançarmos todos os nossos objetivos”, disse em fala.

Assistência humanitária

Além disso, a pausa no conflito também facilitará a entrada de mais ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

Como resultado, caminhões contendo suprimentos médicos e combustível devem alcançar todas as áreas afetadas pelo conflito.

De acordo com o acordo, o Hamas especificou que o tráfego aéreo no sul de Gaza terá interrupção completa durante o cessar-fogo. Na região norte, nenhuma aeronave poderá sobrevoar o território das 10h às 16h.

Reféns

Via Stimson Center

Os reféns sob o domínio do Hamas foram sequestrados em 7 de outubro, dentro do território israelense, quando terroristas armados invadiram Israel, resultando na morte de centenas de pessoas.

Muitos dos sequestrados residiam em fazendas coletivas conhecidas como “kibutz”. Além disso, o Hamas também fez reféns participantes de um festival de música ao ar livre.

Entre os sequestrados, além de israelenses, estão pessoas com cidadanias de diversos países, como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha. De acordo com o governo de Israel, aproximadamente 40 dos reféns são crianças.

Desde o início do conflito, apenas quatro pessoas sequestradas conseguiram sair após o Hamas libertá-las. As primeiras foram uma mãe e uma filha norte-americanas. Posteriormente, duas mulheres israelenses também conseguiram retornar para casa.

Além disso, o exército de Israel conseguiu libertar um soldado feito refém em Gaza no final de outubro, quando as tropas entraram no enclave. Infelizmente, outros dois reféns morreram, conforme autoridades afirmam. O Hamas diz manter os reféns em túneis e locais seguros.

No entanto, mesmo com o acordo, não terá cessar-fogo, e é possível esperar mais conflitos com civis.

 

Fonte: G1

Imagens: Stimson Center, Wikipedia

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