Juiz canino: pesquisadores testam se os cães conseguem distinguir o caráter das pessoas

Durante décadas, acreditou-se que os cães tinham um “sexto sentido” para identificar pessoas de bom ou mau carater e a Universidade de Kyoto realizou um estudo que desafiou essa crença popular.

A pesquisa, publicada no site Science Daily , analisou se os cães formam julgamentos sociais ao observar interações entre humanos e outros cachorros.

 

O estudo

Os testes foram realizados em duas fases, com 40 cães domésticos, de diferentes idades.

Primeiramente, os animais observaram duas pessoas interagindo com um cão “ator”. Uma delas se mostrava generosa ao oferecer petiscos. A outra, ignorava completamente o animal, sem oferecer recompensa.

Os cães, também, tinham a chance de se aproximar livremente das duas pessoas. De acordo com o principal autor do estudo:

Os cães não demonstraram preferência significativa por quem foi generoso com outro cão…

De forma geral, a maioria se aproximou aleatoriamente das pessoas e apenas 3 demonstraram alguma preferência clara – 1 deles escolheu justamente o indivíduo que recusou o petisco ao cão “ator”.

Resultados

Os resultados não significam que os cães não percebam comportamentos humanos. Pelo contrário, muitos estudos anteriores revelam que os cachorros:

  • Reconhecem emoções humanas;
  • Distinguem tons de voz;
  • Interpretam gestos e intenções.

Mas para formar reputações sociais complexas, o próprio jim explica:

Formar julgamentos sociais talvez dependa de múltiplas interações ou sinais mais evidentes. A capacidade pode estar presente, mas os métodos atuais talvez não sejam sensíveis o suficiente.

Portanto, a famosa frase:Se o cachorro não gosta da pessoa, desconfie” se torna um mito. Pois, se você trata um cão com carinho, ele provavelmente vai confiar em você, independentemente de como age com o restante do mundo.

Logo, a ciência indica que eles ainda não possuem a sofisticação cognitiva para avaliar comportamentos sociais de forma indireta.

Enfim, o amor do seu cachorro por você pode não ter a ver com seu “caráter universal”, mas sim com a forma como você o trata. Mas, convenhamos, isso já é especial o bastante.

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