
Os Jogos Olímpicos se originaram na Grécia antiga há cerca de 3.000 anos e foram revividos no final do século 19. Pouco a pouco, se tornaram o evento esportivo mais proeminente do mundo. As Olimpíadas modernas aconteceram no ano de 1896, em Atenas/Grécia. Desde então, a competição chama atenção das pessoas e todos torcem pelos atletas dos seus países. E alguns atletas se destacam, como essa ginasta que se apresentou com um instrumental do Raça Negra.
A ginasta no caso é Júlia Soares, de 18 anos, que chamou a atenção e conquistou os brasileiros em sua apresentação no último domingo quando tocou o instrumental do Raça Negra. Júlia se apresentou de novo na terça-feira na final por equipes e levou a medalha de bronze, o que foi um marco inédito para as ginastas brasileiras.
Com a música escolhida, “Cheia de Manias”, a ginasta acabou conquistando o carinho dos brasileiros. O instrumental do Raça Negra tinha o característico samba com pandeiros e apitos e Júlia finalizou sua apresentação com uma música tradicional francesa.

No ataque
Júlia nasceu em Curitiba e começou na ginástica aos quatro anos, tendo como inspiração a sua irmã mais velha, Giovanna. O começo dela, em 2018, foi na categoria júnior no Troféu Cidade de Jesolo, na Itália. Nessa competição, a seleção brasileira ficou em sétimo lugar.
Também em 2018, a ginasta conseguiu conquistar o ouro no individual geral e na trave no Campeonato Brasileiro, sendo a campeã sul-americana júnior na trave, que é o aparelho destaque dela.
A mudança para as competições seniores aconteceu em 2021 nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em que o Brasil ganhou o ouro por equipes. Essa competição foi tão importante para a ginasta porque ela homologou um novo elemento no Código de Pontuação da FIG (Federação Internacional de Ginástica), o “The Soares”.
O movimento é uma entrada de trave em vela com meia pirueta. “As primeiras vezes eu batia a cara na trave. Deu muita satisfação na hora, eu olhei para a minha técnica e pensei que todo aquele trabalho realmente valeu a pena”, disse Júlia.
Usando o seu movimento nas classificatórias de Paris-2024, a nota de dificuldade dela foi aumentada. E com a ginasta usando o instrumental no Raça Negra em sua competição, ela conquistou 200 mil novos seguidores nas redes sociais.
Em sua carreira ela tem várias medalhas. Por exemplo, em setembro de 2022, ela competiu nos Jogos Sul-Americanos e levou o ouro por equipes e no individual geral, além de nas finais de trave e solo.
O destaque da ginasta não para no uso do instrumental do Raça Negra. Até porque ela é uma das grandes revelações da seleção brasileira e está classificada para a decisão na trave que acontece no dia cinco de agosto.
Fonte: Diário do centro do mundo
Imagens: No ataque





