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Menino autista tem crise em ótica e funcionárias o acalmam

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autismo é um transtorno global do desenvolvimento e possui três características fundamentais: as pessoas autistas são incapazes de interagir socialmente, possuem um padrão de comportamento restrito e repetitivo e têm dificuldade com a linguagem comunicacional e interação de jogos simbólicos.

Esse problema se divide em algumas fases de comprometimento. Começa pela Síndrome de Asperger, que seria a mais leve, e não compromete a fala e nem inteligência, e vai até os casos mais graves, em que a pessoa não consegue manter contato interpessoal, sendo bastante agressiva e apresentando retardo mental.

Para os autistas, algumas alterações sensoriais, como por exemplo, o incômodo extremo com determinados barulhos ou texturas, e um repertório específico de interesses, também conhecido como hiperfoco, costumam ser comuns.

Caso

Política distrital

No caso desse menino de 10 anos diagnosticado com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), ele teve uma crise enquanto passeava em São Vicente, no litoral de São Paulo.

Quando o menino começou a ter um comportamento agitado dentro de uma ótica, as funcionárias da loja o acalmaram. Elas conseguiram fazer com que ele se acalmasse e o menino até saiu do estabelecimento comendo pipoca e tirando fotos com um óculos de sol que ganhou de presente.


O menino em questão era Luiz Miguel Gomes Bichierov. Ele estava acompanhado de seus pais quando entrou em uma loja no centro da cidade, na última quarta-feira. Em entrevista, Regiane Gomes Bichierov, mãe de Luiz Miguel, lembrou do caso e ressaltou o sentimento de gratidão pelo atendimento que as funcionárias deram ao seu filho autista.

“Tive que trocar meus óculos, meu marido estava com ele dentro do carro, fora da loja. Quando entraram, meu filho começou a ficar agitado, dizendo para as funcionárias: ‘Tia, eu também quero um óculos’. Elas então começaram a conversar com ele, ofereceram pipoca, suco e escolheram um modelo para dar de presente. Elas o abraçaram de verdade!”, lembrou ela.

Uma das funcionárias da ótica é Maithê da Silva Rocha. Ela foi uma das que atenderam Luiz Miguel e disse que tem um irmão autista também diagnosticado. “Me senti muito bem fazendo isso por ele, pois é o que espero que façam pelo meu irmão”, disse ela.

Além disso, Maithê também disse que a ótica onde ela trabalha sempre tem o cuidado de atender os clientes com o máximo de atenção e até dar pacotes de pipoca para os clientes.

Marcado

autista

G1

No caso de Luiz Miguel, o encontro ficou marcado para todos os envolvidos. Tanto que a mãe do menino até tirou uma foto para registrar o momento. “Temos o desejo de servir. Gostei muito dele, é muito fofinho”, disse a vendedora.

A mãe do menino também disse sobre sua felicidade em ter vivido esse momento de carinho e atenção na loja. De acordo com Regiane, não são todas as pessoas que encontram com alguém diagnosticado com TEA que têm a mesma reação que as funcionárias tiveram.

“Hoje em dia, é difícil, algumas pessoas olham com ‘cara feia’ porque o autismo não tem cara. Não entendem que é uma criança que pode ter dificuldade na fala, na interpretação e que, às vezes, quer as coisas ‘para ontem’. Ela teve esse amor, esse olhar”, pontuou ela.

Autismo

auitsta

Freepik

Para que um autista seja diagnosticada é preciso ir até um médico, até porque, o diagnóstico é essencialmente clínico e depende muito do comprometimento e histórico do paciente. Contudo, um fato curioso é que o autismo parece ser mais frequente em meninos.

Recentemente, um estudo ofereceu pistas sobre o motivo disso acontecer. Segundo cientistas dos Institutos Nacionais da Saúde dos Estados Unidos (NIH, em inglês), uma única alteração de aminoácido no gene NLGN4, que foi associada a sintomas de autismo, pode causar essa diferença em alguns casos.

O estudo foi realizado no Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame (Ninds, na sigla em inglês), dos NIH. Como resultado, ele mostrou que uma alteração genética específica ligada ao autismo pode ser compensada em mulheres, mas não nos homens. Dessa forma, ela seria mais comum em meninos.

Fonte: G1, Revista Planeta

Imagens: G1, Política distrital, Freepik

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