Mistério das “árvores” gigantes do Paleozoico não está resolvido

Na época em que os primeiros fósseis conhecidos de Prototaxites foram analisados, o que os pesquisadores pensaram ser eram restos de uma árvore. No entanto, depois de décadas de estudo foi mostrado que tal fóssil não poderia ser de uma planta. Com isso, a ideia era que ele fosse um fungo gigantesco. Mas agora um novo estudo mostrou que o mistério das “árvores” gigantes do Paleozoico não está resolvido e reabriu o questionamento.

O estudo trouxe novamente à tona a taxonomia dos Prototaxites, que são seres pré-históricos que até o momento eram classificados pelo consenso científico como fungos. Contudo, o novo trabalho quer tirar eles dessa classificação porque, talvez, eles pertençam a um ramo extinto e desconhecido da árvore da evolução. Tudo mostrando que o mistério das “árvores” gigantes do Paleozoico não está resolvido.

O sabido a respeito dos Prototaxites pelo seu registro fóssil é que eles são organismos que viveram em meados da era Paleozoica, entre 420 milhões e 375 milhões de anos atrás. A estrutura deles era mais ou menos cilíndrica, parecida com a de um tronco de árvore, com um diâmetro de até um metro e ficavam até oito metros acima do céu. Com essas medidas, eles foram os primeiros seres grandes a se ter evidências no registro fóssil.

Mistério das “árvores” gigantes do Paleozoico não está resolvido

Daily galaxy

O mistério das “árvores” gigantes do Paleozoico parecia ter sido resolvido em meados dos anos 2000. Mas nessa época, uma análise mostrou que os Prototaxites não conseguiam seu carbono através da fotossíntese, mas por outros organismos vivos, como os fungos.

Esse novo estudo trouxe evidências de que os Prototaxites não poderiam ser do reino fúngico e foca em uma das espécies conhecidas deste gênero, Prototaxites taiti. Para fazer essa afirmação, os pesquisadores pegaram fósseis encontrados no sítio Rhynie Chert, na Escócia.

Com isso, eles encontraram similaridades com as estruturas fúngicas. Mas mesmo que eles tenham estruturas tubulares internas parecidas com as dos fungos, os tubos em P. taiti se ramificavam e se uniam de maneira diferente do que era de se esperar. E isso não foi o ponto mais estranho.

Análises feitas também viram nesse fósseis evidências dos produtos relacionados à presença de quitina, que é um composto visto nas paredes celulares de todos os fungos atuais e também podem estar presentes nos pré-históricos. Com isso, os pesquisadores descobriram que a assinatura química era mais parecida com a deixada pela lognina, que é um polímero relacionado às plantas vasculares.

Tudo isso mostra que o mistério das “árvores” gigantes do Paleozoico não está resolvido porque é necessário ter uma cautela em estipular conclusões dos estudos feitos.

No caso desse novo estudo, o concluído é que “a morfologia e a impressão digital molecular de P. taiti são nitidamente distintas daquelas de fungos e outros organismos preservados com ela em Rhynie chert, e sugerimos que seja melhor considerá-lo um membro de um grupo de eucariotos não descrito e totalmente extinto”.

Fonte: Xataka 

Imagens: Daily galaxy 

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