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Morar em Hong-Kong é tão caro que arquitetos fazem casas em tubos

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O mercado imobiliário é realmente muito divergente de acordo com a sua localização. É possível que, em alguns países, você consiga comprar uma ilha pelo valor de um apartamento de dois quartos em outro lugar. Na Escócia mesmo, você seria capaz de comprar uma ilha privada com o preço de um apartamento no Rio de Janeiro. Bem tentador, não é mesmo? O que você preferiria?

Mesmo que as cidades brasileiras se destaquem como algumas das mais caras no mercado imobiliário mundial, quem detém o título de cidade mais cara do mundo há sete anos é Hong Kong, de acordo com os dados são da pesquisa Demographia International Housing Affordability.

Com os altos preços das moradias, a cidade vem enfrentando uma crise imobiliária. Para se ter uma ideia da situação, atualmente em Hong Kong, um trabalhador qualificado, considerando o seu rendimento anual, precisa de 22 anos trabalhados para conseguir comprar um apartamento de 60 metros quadrados próximo ao centro da cidade. Enquanto que, há dez anos atrás, seriam necessários apenas 12 anos de rendimento.

Uma opção mais econômica

Pensando na situação que a cidade vem passando, o arquiteto James Law surgiu com uma opção que poderia aliviar a atual crise imobiliária da cidade. Ele desenvolveu um novo formato de moradia mais simplificada e adaptável, com lares minúsculos, que consistem em tubos de água de concreto equipados com todas as comodidades de uma casa normal.

O arquiteto ainda está trabalhando na fase de protótipo do chamado de OPod. As “casas de tubo” ocupam um espaço de 100 pés quadrados, para se ter uma perspectiva, uma garagem padrão de um carro tem em média 200 pés.

A primeira versão de exibição do projeto foi fabricada pela empresa James Law Cybertecture, a partir de um cano de água com um diâmetro de 8,2 pés. A mini residência conta com um sofá que se desdobra e vira uma cama, prateleiras na parede, um frigobar, um microondas e um banheiro com chuveiro.

Por enquanto, Law ainda está desenvolvendo o design da casa, mas já planeja, para muito em breve, colocar à venda a sua ideia. Sendo assim, sua equipe já está buscando a autorização oficial da cidade, para dar início à construção.

Custo benefício

Cada casa no tubo custará em média US$ 15.000, o que não é um valor barato, mas que sai muito mais em conta do que o preço médio de uma casa nova em Hong Kong. De acordo com uma estimativa, uma casa de 600 pés quadrados está saindo por algo em torno de US$ 1,8 milhão. A opção oferecida pelo arquiteto já seria uma possibilidade viável para muitas pessoas que não teriam condições de pagar o valor de uma casa convencional.

“Em Hong Kong, muitas pessoas vivem em condições miseráveis ou em residências com divisões, pois há aluguéis extremamente altos, custos de moradia e moradia pública inadequada”, disse ele. “O OPod é uma alternativa barata”.

 

Além do tamanho reduzido e do valor mais acessível, o arquiteto ainda acrescenta outra vantagem para as suas casas de tubo, que é a possibilidade de construí-las em espaços urbanos que não são utilizados, como estaleiros, entre edifícios, e até mesmo em estradas. Uma solução temporária para a falta de moradia na cidade.

E você, o que achou dessa ideia? Moraria em uma casa de tubo?

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