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Movimento Black Lives Matter é indicado ao Prêmio Nobel da Paz

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O movimento Black Lives Matter, que galvaniza pessoas em todo o mundo a lutar contra a injustiça racial, foi nomeado para o Prêmio Nobel da Paz. A notícia veio diretamente de Petter Eide, um legislador norueguês que fez a indicação. “Acredito que Black Lives Matter, que luta contra a injustiça racial, é o maior e mais forte movimento social do mundo hoje”, disse Eide, em entrevista à CBS News.

“Em um mundo onde há uma onda crescente de tensões envolvendo a injustiça racial – e também sobre os conflitos baseados nas desigualdades e diferenças étnicas e culturais -, acredito que construir uma consciência sobre tais questões é extremamente importante”, ressaltou.

O movimento Black Lives Matter

O movimento Black Lives Matter tornou-se um grito de guerra nacional – e mundial – após a morte de George Floyd, um homem negro, de 46 anos, cuja vida foi sucumbida nas mãos da polícia de Minneapolis, Estados Unidos, em maio do ano passado.

Os protestos que a morte de Floyd desencadeou levaram a um ajuste de contas com as injustiças e disparidades raciais, que persistem na sociedade até hoje. O movimento, que foi fundado em 2013 em resposta à absolvição do assassino de Travon Martin, reconheceu, e de braços abertos, a indicação na sexta-feira passada, 29 de janeiro, em um tweet .

“As pessoas estão acordando para nosso chamado global, que, basicamente, envolve justiça racial e o fim da injustiça econômica, do racismo ambiental e da supremacia branca. Estamos apenas começando”, escreveu o grupo no Twitter, geralmente conhecido por suas iniciais BLM.

Indicações ao prêmio Nobel

Um grande número de pessoas do mundo inteiro, desde professores universitários a membros de legislaturas nacionais e ganhadores do Prêmio Nobel da Paz anteriores, são elegíveis para fazer nomeações, pois, de acordo com a CBS News, as indicações são regidas por poucas restrições.

Alguns nomes que foram nomeados recentemente incluem figuras políticas polarizadoras, como, por exemplo, o ex-presidente Donald Trump, o ex-assessor sênior da Casa Branca Jared Kushner e o presidente russo Vladimir Putin.

“Por não possuir regras rígidas, as possibilidades de quem pode ser indicado são de grande alcance”, disse Eide. “Mesmo que não haja muita necessidade de justificar os motivos de uma determinada indicação, isso não significa que todos podem ser escolhidos”, ressaltou.

“Quando Trump e Putin, por exemplo, são indicados é porque as pessoas acreditam que não há chance dessas figuras receberem um prêmio deste patamar”, explicou Eide à CBS News. “O processo de nomeação, no entanto, não deixa de ser uma declaração política e temos que estar atentos a isso”.

A indicação do movimento Black Lives Matter não é algo inédito. Conforme expôs uma reportagem da CBS News, o Comitê Nobel norueguês já homenageou diversos outros movimentos que lutaram contra a injustiça racial, como, por exemplo, o oovimento dos Direitos Civis, o qual foi liderado por Martin Luther King Jr..

Mesmo não sendo um fato único, a indicação do Black Lives Matter diz muito. Uma pesquisa da CBS News realizada no verão do ano passado mostrou que os americanos apoiaram fortemente o movimento, mesmo que muitos tenham tentado culpar o movimento por atos de violência.

“Se você voltar em 1964, quando Martin Luther King recebeu o Prêmio da Paz, surgiram exatamente os mesmos argumentos”, disse Eide à CBS News. “Isso não é novidade. As pessoas que são contra esses movimentos vão sempre expor os mesmos argumentos”.

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