Em 1969, os Estados Unidos fizeram a primeira viagem até a lua. A missão Apollo 11 fez com que Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisassem no solo lunar junto com a bandeira da nação americana. Entre 1969 e 1972, houve cinco pousos na lua, mas nenhuma pessoa mais foi mandada depois.

A lua está a uma distância sedutoramente do nosso planeta e cosmicamente longe. E mesmo depois de décadas da época da corrida espacial ainda é bem caro e difícil chegar até o nosso satélite natural.

Mas essa  jornada parece ter ficado um pouco mais fácil graças a um invenção da NASA que foi publicada recentemente. A patente da agência espacial americana não cobre uma nova peça de equipamento ou linhas de código, mas sim uma trajetória. Uma rota projetada para economizar tempo, combustível e dinheiro em uma missão para a lua. Além de aumentar seu valor científico.

No dia 30 de junho, o US Patent and Trademark Office concedeu e publicou a patente da NASA. A técnica pensada não tem como destino grandes espaçonaves que transportam astronautas ou rovers. Esse novo trajeto é para missões menores e com um orçamento mais restrito. Aquelas missões encarregadas de fazer ciência significativa. E a primeira espaçonave que usar esse novo caminho orbital poderia fazer descobertas nunca pensadas do outro lado  da lua.

Missão

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A próxima missão já tem nome, Dark Ages Polarimeter Pathfinder, ou Dapper. Ela tem como objetivo registrar, pela primeira vez, ondas de rádio de baixa frequência emitidas durante as primeiras épocas do universo. Ou seja, quando átomos, estrelas, buracos negros e galáxias estavam apenas começando a forma, e onde os cientistas são capazes de detectar os primeiros sinais de matéria escura ainda não vista.

Em 1968, quando a NASA lançou três astronautas à lua, a tripulação levou alguns dias para chegar lá. Mas esses disparos diretos são caros e exigem um foguete enorme para sair do poço gravitacional profundo da Terra. E existem caminhos mais eficientes para a lua que podem ser feitos com foguetes menores.

No tempo que uma espaçonave leva para girar ao redro da Terra, por exemplo, ela pode roubar parte do momentum do planeta e se lançar para a lua em uma séire de longas órbitas. Que custam pouco ou nenhum combustível.

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O combustível ainda é preciso para corrigir as órbitas e manobrar através do espaço. Mas  cada onça que a espaçonave carrega é uma massa que um engenheiro não pode dar a outros componentes. E isso incluiu instrumentos científicos.

"Esta trajetória para a Lua surgiu por necessidade, como essas coisas costumam fazer. Precisávamos manter os custos de lançamento baixos e encontrar uma maneira barata de chegar à Lua", explicou  Jack Burns , astrofísico da Universidade do Colorado em Boulder e líder da missão Dapper.

Novo caminho

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Depois de fazer uma análise, a equipe encontrou uma nova trajetória de baixa energia para a lua, que é descrita na patente como um "método para transferir uma espaçonave de uma órbita de transferência geossíncrona para a lunar".

Ela conta com a ajuda d  gravidade da Terra  da lua para acelerar e desacelerar o Dapper nos momentos certos. Isso diminui a quantidade de propelente necessária. E segundo a NASA, esse novo giro no auxílio d  gravidade mantém o voo em aproximadamente dois meses e meio.

Essa nova trajetória também tem várias opções para deslizar uma espaçonave em uma órbita de qualquer outro ângulo e volta da lua, em praticamente qualquer momento. Além de evitar uma zona de radiação em volta da Terra, chamada de cinturões de Val Allen.

Publicado em: 08/09/20 15h51