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NASA divulga novos resultados sobre estudo dos gêmeos no espaço

POR Leticia Rocha    EM Ciência e Tecnologia      25/02/19 às 18h31

Com certeza, você já deve ter visto ou ouvido falar de várias pesquisas realizadas no espaço. Da busca por um planeta similar ao nosso, que suporte a vida humana. Afinal, a Terra tem se deteriorado cada vez mais e a preocupação sobre até quando nosso próprio planeta irá nos sustentar, é real. Mas afinal, como poderíamos sobreviver fora de nosso planeta, como sobreviveríamos no espaço?

Uma das pesquisas realizadas para descobrir os efeitos que o espaço tem sobre nosso corpo foi realizada com gêmeos. Os astronautas Mark e Scott Kelly. Em 2015, Scott ficou durante todo o ano em órbita no espaço. Enquanto que seu irmão continuou na Terra. Durante todo esse tempo fora do planeta, Scott precisou realizar exames que seriam comparados com os de seu irmão. Tudo isso para descobrir afinal quais seriam os impactos que o espaço teria em seu corpo. Como eles eram gêmeos univitelinos, qualquer alteração poderia ser percebida facilmente.

Resultados preliminares

Assim que Scott voltou do espaço, alguns resultados já foram divulgados, aqueles que não precisavam de uma longa análise para serem concluídos. O irmão que foi para o espaço, voltou mais alto em cerca de 3 centímetros. Como? Acontece que no espaço não existe gravidade e nenhuma outra força que nos puxa para baixo. A ausência dessa pressão sobre nós faz com que nossa espinha se expanda. Mas assim que retornou para a Terra e a gravidade voltou a agir, os centímetros a mais logo desapareceram.

Além disso, Scott sofreu com problemas de circulação. Isso fez com que seu rosto ficasse inchado, já que o sangue não conseguia descer para as pernas. Sabe por que isso aconteceu? Novamente, resultado da falta da gravidade que também influencia na circulação sanguínea. E o mais surpreendente, houve também uma mudança no DNA. Scott e Mark ainda são gêmeos, mas Scott teve 7% de sua expressão gênica modificada. Essa foi uma forma do corpo do astronauta reagir ao seu ambiente.

Novos resultados

O relatório completo de todo o estudo ainda não foi divulgado, mas novos dados já foram revelados pela NASA. Um dos novos dados diz respeito ao sistema imunológico do irmão que foi para o espaço, Scott. Assim que entrou no ambiente espacial, o sistema imunológico do astronauta acelerou significativamente. Como se o corpo do homem se colocasse em estado de alerta.

Essa é uma das descobertas que mais chamou a atenção dos cientistas. Talvez essa seria uma forma de defesa do corpo humano a um ambiente com o qual não está adaptado. Todos os resultados apontam que o corpo humano consegue se adaptar bem ao ambiente espacial, ao menos por um ano. E o melhor, de acordo com os resultados, não haveria nada que impedisse os humanos de explorarem o planeta vermelho. Afinal, você sabe que um dos grandes objetivos é explorar e conhecer a fundo Marte.

O único problema com o qual não se sabe ainda como lidar exatamente é com a exposição à radiação. Já que, no espaço, os astronautas ficam expostos a níveis maiores do que é permitido. Mas isso não parece ser um grande problema, é mais um dos riscos de todos que já existem em qualquer exploração fora do planeta.

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Via   revistagalileu     nasa  
Leticia Rocha
Jornalista e aprendiz de Dani Noce. No insta é ticia_rochaa
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