Nosso metabolismo muda com a idade, mas não quando você pensa
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Nosso metabolismo muda com a idade, mas não quando você pensa

Nosso corpo é perfeito e, portanto, as suas funcionalidades trabalham de tal maneira. Ou pelo menos deveriam. Cada pequena célula desempenha um importante papel para o bom funcionamento do nosso organismo. E para isso, certas coisas são necessárias para auxiliá-lo, como dormir, descansar, se alimentar corretamente e, acredite você ou não, estabelecer rotinas.

O metabolismo, processo de transformar os alimentos ingeridos em energia, também sofre a influência de nossas ações. Também se sabe que ele muda conforme as pessoas envelhecem. No entanto, se conhecia pouco sobre a linha do tempo dessas mudanças.

Estudo

Contudo, um novo estudo foi feito, e se examinou o metabolismo através das gerações. Com isso, se obteve algumas descobertas que foram surpreendentes. Os pesquisadores conseguiram  uma grande quantidade de dados. Ao todo foram 6.421 pessoas, entre oito dias de vida e 95 anos, em 29 países.

Para isso, eles usaram isótopos colocados na água potável e depois monitorados pela urina. Assim, conseguiram calcular o gasto energético diário de cada participante.

E, ao contrário do que o senso comum e a crença popular acreditam, quilo por quilo, a taxa metabólica atinge seu pico quando as pessoas ainda são crianças. Quando adolescentes, os indivíduos apenas estão queimando calorias em um ritmo um pouco mais rápido do que quando se está na meia-idade. O que quer dizer que a cintura maior, que é relacionada à meia-idade, pode não ser fruto de uma taxa metabólica lenta.

“Há muitas mudanças fisiológicas que surgem com o crescimento e o envelhecimento. Pense na puberdade, na menopausa, em outras fases da vida. O que é estranho é que o momento de nossas ‘fases metabólicas da vida’ não parece corresponder aos marcos típicos”, explicou o antropólogo evolucionista Herman Pontzer, da Duke University.

Metabolismo

Quando jovem, o metabolismo das pessoas parece desacelerar aproximadamente 3% até os 20 anos. Depois disso ele se estabiliza. Conforme os dados mostraram, não existe um surto real na puberdade. E entre 20 e 50 anos é o momento onde a taxa metabólica parece estar mais estável.

Quando chegamos aos 60 anos, os pesquisadores descobriram que o metabolismo parece desacelerar aproximadamente 0,7% anualmente. Já aos 90 anos, em média, nosso corpo precisa de 26%  menos calorias para conseguir energia diariamente do que na época de meia-idade. Isso acontece não apenas por conta de uma menor massa muscular, mas também porque as células vão ficando mais lentas.

No entanto, é durante os primeiros 12 meses de vida que a energia precisa mudar. Até porque, uma criança de um ano queima calorias cerca de 50% mais rápido para o seu tamanho corporal do que um adulto. E mesmo controlando os aumentos rápidos de peso, o uso de energia está disparando nos primeiros meses de vida.

“Algo está acontecendo dentro das células de um bebê para torná-lo mais ativo, e ainda não sabemos quais são esses processos”, pontuou Pontzer.

Observações

E pelo novo estudo usar um método de análise tão completo e ter pegado uma amostra muito grande, ele dá aos pesquisadores uma ideia melhor de como o metabolismo muda separadamente de todas as outras maneiras com que o corpo evolui conforme envelhecemos.

Todas essas mudanças ainda não são entendidas. Mas, pelo menos agora, os estudiosos conseguem vê-las de forma mais clara.

“Tudo isso aponta para a conclusão de que o metabolismo do tecido, o trabalho que as células estão fazendo, está mudando ao longo da vida de maneiras que não avaliamos totalmente antes. Você realmente precisa de um grande conjunto de dados como este para responder a essas perguntas”, concluiu Pontzer.