Nosso universo não é o mais favorável para vida inteligente, diz estudo

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesnovembro 14, 2024

A existência de vida fora da Terra é um tema que gera muitas discussões. Alienígenas com características como pele verde e cabeças grandes são uma imagem popular, mas, além disso, há aqueles que acreditam que não estamos sozinhos no espaço e outros que consideram a vida extraterrestre impossível. No entanto, um grupo de astrônomos agora se questiona se o nosso universo é realmente o mais adequado para sustentar vida inteligente.

Esses astrônomos se inspiraram na Equação de Drake, que estima a probabilidade de vida inteligente em outras partes do espaço, para criarem um modelo que consiga compreender a formação de vida inteligente em vários universos hipotéticos e tendo como base a energia escura.

Essa energia escura é uma forma que ainda não foi diretamente confirmada, mas é conhecida por causar a expansão acelerada do universo. Além disso, o efeito dela pode ser visto em larga escala, possuindo um impacto na formação de estrelas e, potencialmente, a existência de vida.

Para se ter um ideia, no nosso universo, a conversão de matéria regular em estrelas acontece com cerca de 23% de eficiência, o que é um valor tido como bom. Contudo, o modelo criado pelos astrônomos mostra que nos universos que tem uma densidade de energia escura maior a eficiência pode chegar a 27%. Isso faz com que a formação de estrelas e chances de vida sejam mais prováveis.

Nosso universo pode não ser o melhor para sustentar vida inteligente

Olhar digital

Ainda conforme o estudo, quanto mais energia escura, mais fácil pode ser a criação de estrelas, o que também aumenta a chance de que uma vida inteligente apareça nesses universos.

Através de análises de vários universos, desde os que não têm energia escura até os que têm densidades 100 mil vezes maior do que a vista no nosso, os astrônomos viram que a chance de formação de “observadores”, que são criaturas que conseguem perceber e interagir com o universo, pode ser maior em outros universos, que sejam diferente do nosso.

“Compreender a energia escura e seu impacto no nosso universo é um dos maiores desafios na cosmologia e física fundamental. Os parâmetros que regem o nosso universo, incluindo a densidade de energia escura, podem explicar a nossa própria existência. Surpreendentemente, descobrimos que uma densidade de energia escura significativamente maior ainda seria compatível com a vida, sugerindo que talvez não vivamos no universo mais provável para o surgimento de vida”, disse Daniele Sorini, do Instituto de Cosmologia Computacional da Universidade de Durham.

Além de mostrar que nosso universo pode não ser o melhor para sustentar vida inteligente, o estudo também mostrou que mesmo que existam vários outros universos hipotéticos em que a vida seria mais provável, o valor da energia escura no nosso está bem perto do ideal para que a formação de estrelas seja maximizada.

“Será empolgante usar o modelo para explorar o surgimento da vida em diferentes universos e ver se algumas das questões fundamentais que nos fazemos sobre o nosso próprio universo precisam ser reinterpretadas”, concluiu Lucas Lombriser, da Université de Genève e coautor do estudo.

Fonte: Olhar digital 

Imagens: Olhar digital 

Seguir
Buscar
Carregando

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...