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O que aconteceria se todos os corais do planeta desaparecessem?

POR Jesus Galvão    EM Mundo Animal      09/08/19 às 17h50

Todos os anos, milhares de mergulhadores e praticantes de snorkel são atraídos pelas belas águas azul-turquesa do Caribe, do Pacífico Sul e de outros oceanos. Esses locais se tornaram destinos populares. Principalmente, em razão da variedade de peixes, que são atraídos pelos recifes de corais existentes nessas áreas do planeta.

Para aqueles não familiarizados com eles, os corais são criaturas vivas, que podem ser duros ou moles. Os recifes de corais, que muitos de nós estamos acostumados ver por fotos, são formados por colônias de pequenos animais, chamados pólipos de coral. Eles são parentes distantes das anêmonas do mar e águas-vivas.

Um coral duro é formado quando os pólipos marinhos capturam o cálcio da água do mar. Bem como os transforma em abrigos externos de calcário. Já os corias moles, são formados quando outros pólipos convertem o cálcio em esqueletos internos. Assim, é quando muitas colônias de pólipos de coral se juntam e criam um grande 'lar', os chamamos de recife de coral.

E não se engane, imaginando que os recifes de coral servem apenas para decorar os oceanos e atrair mergulhadores e peixes. Eles também servem como órgão de apoio da maior biodiversidade marinha do mundo. Eles cobrem, ao menos, cerca de 1% da superfície da Terra. Em síntese, esse número tem diminuído cada dia mais.

Os recifes de coral são de extrema importância para mais de 500 milhões de pessoas. Sendo estas dependentes de sua existência para alimentação, empregos e recreação. O impacto econômico das atividades, englobando recifes de corais, é estimado em US$ 375 bilhões por ano.

Muitas são as ameaças aos corais e aos recifes de corais. Incluindo mudanças climáticas, poluição, desenvolvimento costeiro, pesca e criação de joias e souvenirs. Sendo assim, essas ameaças têm crescido consideravelmente. Em termos de comparação, durante a década de 1970, os corais vivo e em crescimento nos recifes caribenhos compunham em mais de 50% dos existentes. Atualmente, esse número diminuiu para apenas 8%. Em suma, uma queda muito drástica para um espaço de tempo tão curto.

E se os corais desaparecerem?

Caso os recifes de corais venham a desaparecer, os especialistas preveem a fome, pobreza e instabilidade politica. Tudo isso, conforme os meios de subsistência da população de países inteiros, desaparece. À medida que os corais vão morrendo, os recifes também morrem e se deterioram. Assim, destruindo importantes áreas de desova e alimentação da vida marinha.

Animais como a garoupa, o peixe pargo, as ostras e moluscos, que dependem dos corais para sua proteção e cobertura, também seria impactados negativamente. A vida marinha é um elemento essencial na dieta de muitas pessoas. Igualmente, a morte dos corais e recifes causaria um grande problema alimentar a esses grupos.

Muito provavelmente, a indústria de pesca marítima, que emprega 38 milhões de pessoas ao redor do mundo, entraria em colapso. Além do mais, nações insulares, como as caribenhas que dependem diretamente do turismo, podem simplesmente desaparecer.

Da mesma forma, a saúde das pessoas do mundo todo seria afetada. Isso, porque os corais são muito utilizados na fabricação de muitos medicamentos. E estas são apenas algumas das consequências que podem ser previstas pelos cientistas. Muitos deles apontam que muitas outras coisas podem vir a acontecer. Isso, caso os recifes de coral desapareçam.

Além disso, a interrupção de toda uma cadeia alimentar e da biodiversidade dos oceanos pode acarretar em problemas tão graves que ainda sequer podemos dimensioná-los.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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