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O taxista do Rio que sobreviveu a 7 campos de concentração

POR Erik Ely EM Curiosidades 01/02/20 às 22h34

capa do post O taxista do Rio que sobreviveu a 7 campos de concentração

Atualmente, Alexander Liberman mora no Rio de Janeiro e trabalha como taxista. Contudo, o que não falta para ele, são histórias para serem contadas. Conheça a história do taxista do Rio que sobreviveu a 7 campos de concentração.

Nascido na Polônia, Liberman perdeu toda a família para os nazistas, mas conseguiu escapar daquele mundo de horror. Além de tudo isso, também chegou a conhecer Stalin, foi paraquedista e instrutor militar em Israel.

Consequências da Segunda Guerra Mundial

No braço de Alexander Liberman, uma marca não o deixa esquecer do passado, o número A18.534. Contudo, os que acham que ele vive se lamentando, estão muito errados. Na verdade, é o bom humor que o ajudou a chegar até os 80 anos. Para se ter uma ideia, aos 9 anos, Liberman levou um tiro e passou por sete campos de concentração, na Polônia, Alemanha, Áustria e Bósnia.

Durante a Segunda Guerra, Liberman perdeu pai, mãe e três irmãos, mortos por nazistas. Com o final da guerra, ele foi levado para Rússia e pôde conhecer Josef Stalin. Na época, os soldados soviéticos ficaram tão impressionados com seu estado precário de saúde, que decidiram mostrar o jovem ao ditador.

No ano de 1947, Liberman embarcou rumo à Israel, no navio "Exodus". Junto com ele, outros judeus refugiados ilegalmente buscavam um lar. Contudo, o navio acabou preso na ilha de Chipre, após um confronto com tropos inglesas. Depois disso, ele chegou a se tornar sargento do Exército israelense e foi atingido por estilhaços de duas granadas durante a Guerra da Independência do país. Com a força de uma das granadas, ela ficou surdo de um ouvido. Entretanto, sua história ainda estava longe de acabar, tudo isso aconteceu até seus 21 anos de idade.

Dos campos de concentração até o Brasil

Aos 25 anos de idade, Liberman veio para o Brasil. Aqui, ele se tornou motorista de táxi. "Antes eu me revoltava... Agora conto porque já estou no final... É lógico que me emociono lembrando, já tive muito pesadelo com isso. Mas não tenho mais. O que tinha que passar, passei. Perdi tanta coisa na minha vida... Mas agora estou tranquilo", disse Alexander Liberman.

Anos de depois de tudo o que passou, Liberman não sabe quando sua família morreu. De fato, ele os procurou até não poder mais. Mas tudo o que descobriu, foi um tio em Israel. Depois disso, uma tia na Argentina e um tio no Uruguai.

Quando era mais novo, Liberman fugiu para a floresta e encontrou um outro grupo, que o ajudou. Contudo, eles estavam lutando contra os alemães e o jovem Liberman acabou levando um tiro, mas logo, se recuperou. "Passei por sete campos de concentração. Em alguns, fiquei só um período de quarentena antes de ser mandado para o que deveria ficar mesmo. Com a guerra já brava, os russos se aproximaram e os alemães levaram a gente para o campo de Majdanek, com sete câmaras de gás", relatou Liberman.

Em 23 de abril de 1945, Liberman foi libertado pelos russos. Contudo, depois de tudo o que passou, ele "achava que tinha direito a alguma coisa de lá", como uma indenização, mas não recebeu nada. Em 1958, ele veio para o Brasil com alguns amigos. Depois disso, sua mulher e filhas vieram. "O que tinha que passar, passei. Perdi tanta coisa na minha vida... Agora estou tranquilo", disse Liberman.


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Erik Ely
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