Oceano gigantesco é encontrado 700 km abaixo da superfície da Terra

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadessetembro 26, 2024

Assim como nós, humanos, o nosso planeta também está constantemente em evolução ou retrocesso, infelizmente. Com esse movimento, algumas coisas acabam surgindo e outras sumindo. Além de terem descobertas sendo feitas, como no caso desse oceano gigantesco que foi descoberto 700 quilômetros abaixo da crosta.

Essa descoberta feita pelos pesquisadores muda determinados conceitos científicos a respeito do ciclo da água, a origem dos oceanos e sua estabilidade nos bilhões de anos da Terra.

O conceito em específico que a descoberta desse oceano gigantesco muda é sobre a quantidade massiva de água que fica em formações de rochas azuis conhecidas como ringwooditas, que ficam no manto. Elas são localizadas entre a superfície e o núcleo e tem moléculas de água presas em sua estrutura cristalizada.

Oceano gigantesco descoberto

Canaltech

Para que esse oceano gigantesco fosse descoberto, os pesquisadores usaram métodos sismológicos. Ou seja, os cientistas da Universidade Northwestern espalharam uma rede de 2.000 sismógrafos por todos os Estados Unidos com o objetivo de fazer a análise das ondas sísmicas que eram geradas por mais de  500 terremotos que chegam até o núcleo da Terra e conseguem ser detectadas na superfície. Com isso, elas acabam mostrando segredos da estrutura interna.

No estudo, os pesquisadores mediram a velocidade das ondas em várias profundidades diferentes e conseguiram determinar a composição das rochas por onde elas passaram. Foi então que eles notaram a presença de água no momento em que as ondas ficaram mais lentas, mostrando que existia uma camada rochosa com água nas bordas granuladas.

De acordo com os pesquisadores, os oceanos do nosso planeta podem ter se originado da infiltração dessa água na superfície. Isso vai contra a ideia de que a água teria vindo de fora em cometas que se chocaram com nosso planeta.

Existe a possibilidade de que a água tenha ido da superfície para o interior e vice-versa no passar das eras geológicas, em um processo relacionado com o manto e seu derretimento. O próximo passo dos pesquisadores é fazer a coleta de mais dados sismológicos, principalmente de outros locais do mundo. Com isso, pode ser que seja revelado mais a respeito da história da Terra e da vida que aqui existe.

Fonte: Canaltech

Imagens: Canaltech

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