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Os cérebros das pessoas dessa tribo amazônica não envelhecem como os nossos

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É um sonho de quase todas as pessoas viajar o mundo e conhecer as mais diversas culturas, não é mesmo? Nos submetemos a viagens para ilhas exóticas com tradições milenares ou países europeus com milhões de habitantes. Não importa em que lugar do mundo, queremos conhecer e desfrutar de todos os novos ensinamentos. Isso porque cada canto do nosso planeta tem algo novo para nos oferecer.

Por exemplo, os Tsimane, que são um povo indígena que vive nas periferias bolivianas da floresta amazônica. Eles levam uma vida bem diferente da maioria das pessoas e parecem ser bem mais saudáveis justamente por conta disso.

A população composta de horticultores-coletores é amplamente isolada e vive, ainda nos dias atuais, através das formas tradicionais de agricultura, caça, coleta e pesca. Eles continuaram as práticas feitas por seus ancestrais, que foram estabelecidas bem antes da industrialização e urbanização.

Tribo

 

Os Tsimane veem vantagens em continuarem com esses hábitos. Segundo um estudo publicado em 2017, foi descoberto que essa população tem os corações mais saudáveis do mundo. Possuem os níveis mais baixos já relatados de doença arterial coronariana.

Esse resultado não é um acaso. Segundo novas evidências, os Tsimane também têm menos atrofia cerebral conforme vão envelhecendo. Eles mostram uma diminuição bem mais lenta no volume do cérebro do que as pessoas nos EUA e na Europa. Essa diminuição provavelmente reduz também o risco de comprometimento cognitivo, declínio funcional e demência.

“Os Tsimane nos forneceram um experimento natural incrível sobre os efeitos potencialmente prejudiciais dos estilos de vida modernos sobre nossa saúde. Essas descobertas sugerem que a atrofia cerebral pode ser substancialmente retardada pelos mesmos fatores de estilo de vida associados a um risco muito baixo de doenças cardíacas”, disse o neurocientista Andrei Irimia, da University of Southern California.

Observações

Por mais que seja compreensível que os benefícios cardiovasculares que o povo Tsimane tem venha,  provavelmente, da associação com outras melhorias na saúde, os novos resultados foram surpreendentes.

É sabido que a obesidade, que é algo comum nas sociedades industrializadas modernas, está relacionada com a diminuição no volume do cérebro. Mas outros fatores também podem ajudar para a atrofia cerebral.

Mesmo estando longe de cuidados médicos e de saúde modernos, os Tsimane não estão sujeitos a atrofia como era  pensado. Isso porque, de acordo com os novos resultados, a aptidão cardiovascular é, em uma última análise, mais importante para o envelhecimento saudável do cérebro do que os fatores de inflamação relacionados a doenças infecciosas.

Análises

Para o estudo, os pesquisadores da equipe do Projeto de História de Vida e Saúde Tsimane inscreveram 746 adultos, com idades entre 40 e 94 anos. O grupo foi organizado para fazer tomografias para calcular o seu volume cerebral.

“Apesar de suas limitações, este estudo sugere que a atrofia cerebral pode ser retardada substancialmente por estilos de vida associados a um risco de doença cardiovascular muito baixo. E que há amplo escopo para intervenções para melhorar a saúde do cérebro, mesmo na presença de inflamação sistêmica cronicamente alta”, explicaram os pesquisadores.

“Nosso estilo de vida sedentário e dieta rica em açúcares e gorduras podem estar acelerando a perda de tecido cerebral com a idade e nos tornando mais vulneráveis ​​à doenças como Alzheimer. O Tsimane pode servir de base para o envelhecimento saudável do cérebro”, concluiu Hillard Kaplan, autor sênior e antropólogo da Chapman University, que estudou o Tsimane por quase duas décadas.

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