Curiosidades

Os primeiros testes de gravidez

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Quando alguém engravida, pode demorar semanas até que isso seja descoberto, e nem estou falando dos outros, estou falando da própria mãe! Quem nunca viu as histórias de mães que descobriram gravidez só no segundo, terceiro, quarto mês? Imagine como era antigamente, sem os testes fáceis de gravidez e todo o conhecimento que temos hoje em dia.

Muitos métodos caseiros e que não tinham nenhuma precisão foram usados ao longo dos séculos. Pode ser que você encontre alguém que os defenda até hoje. Mas, não podemos desconsiderar a medicina antiga, porque assim como tiveram muitos erros, também houve muitos acertos.

Testes egípcios

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Os testes de gravidez são mais antigos do que podemos imaginar. Em 1350 a.C. os egípcios usavam cevada e trigo para determinar se a pessoa estava ou não grávida. Além disso, também servia para determinar o sexo do bebê. As mulheres urinavam nas sementes e, se a cevada crescesse seria menino, se o trigo crescesse seria menina. Se nenhuma semente crescesse a mulher não estava grávida. Era comum também procurar mudanças na coloração da urina.

Outra forma de testar se a mulher estava grávida era bem mais peculiar. No Egito Antigo, o alho ou a cebola eram colocados perto do órgão reprodutivo da mulher. Se ela tivesse hálito de alho ou cebola pela manhã, ela não estava grávida. Provavelmente a lógica era de que o bebê impediria o cheiro de chegar até a boca. Mas como sabemos, isso, definitivamente, não funciona. 

Testes da Idade Média

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Na Europa, na Idade Média, assim como nas outras épocas, a aparência da urina também era valorizada para saber se uma mulher estava grávida ou não. Uma amostra era colhida e misturada com vinho ou outra bebida alcoólica para ver se teria reação química. Registros mostram que o líquido ficava de colorações esverdeadas e esbranquiçadas, o que interpretavam como gestação. Outro teste estranho, no entanto, foi o do leite materno. Uma mulher teria que beber o leite materno de uma mãe que teve um filho recentemente. Se ela vomitasse, sua gravidez era confirmada.

Ou seja, ter um estômago fraco poderia ser motivo de julgamento de toda a sociedade, ou pior! Já pensou se uma mulher condenada por isso? Afinal, foi só no final do século 19 que começaram a desvendar o real caminho para identificar uma gravidez. Podemos perceber que em todos os casos citados, a urina era utilizada.

Testes que realmente funcionam

Em 1904, o cientista inglês Ernest Starling identificou substâncias liberadas por glândulas, chamadas por ele como hormônios. Essa descoberta fundamental levou aos novos testes de gravidez.

Porém, o teste mais incrível usado pela humanidade foi o teste em animais. Pode parecer algum tipo de magia, mas é simplesmente ciência. Na década de 1920 foi descoberto alguns hormônios indicativos de gravidez, como o HCG, que existiam na placenta do bebê, dentro do útero da mãe e saíam do seu corpo junto com a urina. E mais, esses hormônios, quando injetados em fêmeas de bichos como ratos e coelhos, faziam elas ovularem. Foi desse modo que surgiu um dos mais populares testes de gravidez do século 20. Só que havia um grande problema, era necessário matar e dissecar os animais toda vez para ter um teste completo. Imagine ter que dissecar um rato toda vez que tiver uma suspeita de gravidez! 

Testes em rãs

Wikimedia Commons

Passado pouco tempo, outro cientista, o médico britânico Lancelot Hogben, descobriu que o efeito também acontecia em anfíbios. Isso porque as fêmeas botam ovos, então poderia ser mais facilmente observado. Diferente dos mamíferos que têm seus óvulos dentro do corpo, sendo necessário dissecá-los. Dessa forma, o médico começou fazendo pesquisas com um sapo comum, mas descobriu que o uso de uma certa Rã africana era a melhor opção, pois dava o resultado mais rápido, também era um animal muito mais fácil de cuidar e de alimentar. 

Esse método foi muito popular até a década de 1960, quando outros testes mais rápidos e baratos foram criados, e também, menos violentos, já que não exigiam que um animal fosse morto. Nas décadas seguintes, a presença do HCG começou a ser identificada em exames de laboratório como conhecemos hoje. O teste de farmácia, também baseado na identificação do HCG, chegou ao mercado nos Estados Unidos nos anos 1970.

Fonte: https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/noticia/2020/12/6-maneiras-curiosas-para-descobrir-gravidez-nos-tempos-antigos.html

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