
Desde que o homem foi à lua, as expedições e explorações do espaço sempre pairaram a humanidade. Ademais, os humanos sonham em ir para Marte praticamente desde quando o planeta foi descoberto. Nesse sentido, alguns rovers já foram mandados para o Planeta Vermelho. O rover Curiosity, da NASA, tem explorado tal corpo celeste desde 2012.
Em suma, ele foi feito para explorar a cratera Gale no Planeta Vermelho, e seu objetivo era investigar o clima e a geologia marciana, além de também avaliar se o lugar já havia, em algum momento, tido condições favoráveis à vida microbiana e investigar a influência da água no local.
Teoricamente, a missão dele duraria dois anos, mas ela já dura quase uma década. Enfrentando várias tempestades, ficando coberto de poeira, tendo um curto-circuito e passando por várias dificuldades, o Curiosity ainda está rodando pelo planeta vermelho. Ainda bem que a missão do rover não foi abortada depois dos dois anos, porque ele ainda está fazendo descobertas incríveis.

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Contudo, claro que por estar há tanto tempo no planeta, o Curiosity sente os efeitos do tempo. Depois de nove anos de exploração, as rodas do rover têm mostrado sinais evidentes de desgaste.
Ademais, esses quase 10 anos de exposição do Curiosity às condições do Planeta Vermelho já resultaram em rachaduras, fragmentação e até mesmo em buracos nas rodas do rover.
Claro que a equipe está ciente desses problemas. Como resultado, eles adotaram algumas medidas para tentar ajudar o Curiosity a continuar na ativa por mais um tempo.
Em janeiro, a NASA divulgou algumas imagens feitas pelas câmeras do próprio rover. Esses registros chamaram atenção nas redes sociais por conta do desgaste visto nas rodas, tanto que em uma delas é possível ver furos. Além disso, estruturas em formas de garras aparecem quebradas, junto de rachaduras e metal torcido.

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Embora as rodas do Curiosity não estejam em seu melhor estado, a equipe do rover já implementou medidas de mitigação para estender a vida útil delas. Desse modo, Andrew Good, representante do Laboratório de Propulsão a Jato, na NASA, disse que o rover vinha produzindo imagens de suas rodas a cada 500 metros, mas aumentou a distância necessária para as imagens para um quilômetro.
Essa mudança é um bom sinal e mostra que as iniciativas de proteção estão funcionando. “A odometria atual prevista deve ser o suficiente para dar apoio ao Curiosity durante o restante de sua missão”, explicou.
Um ponto importante dito por Andrew é que não é de hoje que o desgaste e corrosão das rodas tem uma aparência pior do que a real situação do rover.

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Desde o começo da sua missão, o Curiosity já passou por mais de 20 quilômetros de Marte, atravessando terrenos de relevo diversos, sendo que grande parte deles é acidentada e rochosa. Portanto, é mais do que natural que suas rodas estejam bem desgastadas.
Assim, a missão do Curiosity ajudou aos cientistas da NASA a melhorarem detalhes para o rover Perseverance. Esse novo explorador tem rodas com diâmetro levemente maior em comparação às do Curiosity.
Fonte: Space






