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Por quê nós beijamos e os animais não?

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Todo mundo já beijou alguma coisa ou alguém na vida. Na verdade, um ser humano passa em média 336 horas da sua vida beijando outra pessoa, o que somaria um total de 14 dias. O recorde mundial do beijo mais longo é de 58 horas, então espera-se que beija seja mesmo tao bom assim.

Durante um beijo, transmitimos quase 80 milhões de bactérias de uma boca para a outra, além de saliva. Com isso, o ato de beijar ajuda a prevenir cáries e queima 3 calorias por minuto, bem como reduzir o colesterol e stress. Mas como será que o ser humano desenvolveu o beijo?

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Teorias sugerem que o beijo surgiu da alimentação via oral, comida pré-mastiga da boca de uma mãe para um filho. Pássaros costumam fazer isso com frequência, bem como os primatas, e e possível que esse tipo de comportamento tenha se desenvolvido também entre os humanos.

A troca de alimentos da boca de mãe para filho contribui ara desenvolver a saúde da criança, pois transfere minerais, enzimas e microrganismos benéficos para a saúde. Com isso, o contato de boca com boca tem uma história evolutiva de confiança, intimidade e afeto.

Outro estudo, publicado em 1995, mostrou que as mulheres preferem os odores de homens que são geneticamente mais diferentes delas. Isso faz sentido, uma vez que a mistura de genes diferentes tende a produzir descendentes mais saudáveis. Com isso, beijar pode ter sido desenvolvido evolutivamente como uma maneira de se estar próximo o suficiente para conseguir farejar os genes do parceiro.

Um estudo realizado pelas Universidades de Nevada e Indiana, nos Estados Unidos, aponta que menos da metade das culturas do mundo adotam o gesto de beijar. Ainda segundo o estudo, apenas 46% das 168 sociedades do mundo mantém o hábito do beijo como uma demonstração romântica. Muitas sociedades que se baseiam na caça não demonstraram interesse em beijar, e algumas até consideram o ato repulsivo.

Mas beijar parece ser uma prática relativamente recente. O registro mais antigo de um beijo está em textos hindus de mais de 3,5 mil anos atrás, nos quais “beijar” é definido como “aspirar a alma um do outro”.

Mundo Animal

Apenas duas espécies de animais se beijam: os chimpanzés e os bonobos (chimpanzés-pigmeus).

Entre os chimpanzés,  a prática (que também inclui abraços) ocorre depois um confronto. Para os primatas, o beijo é uma forma de reconciliação, e não um ato afetivo, sendo mais comum entre machos.

Já entre os bonobos, que se beijam com mais frequência e costumam usar suas línguas no gesto, o ato também não tem conotação afetiva, mas sexual. Quando dois bonobos são apresentados pela primeira vez, eles fazem sexo. É uma espécie altamente sexuada, portanto, seus beijos não são necessariamente românticos.

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