Arthurian Peter Field, um especialista em literatura do Reino Unido, pode ter dado um dos maiores passos ao que se refere à história medieval. O professor, que mesmo aposentado não parou os estudos, diz ter descoberto onde fica o famoso castelo do Rei Arthur, se é que ele realmente existiu. Afinal, não é possível afirmar com precisão sua existência. Historiadores e arqueólogos não confirmam se toda a história de Camelot foi algo real além de lendas.

Field, que foi professor da Universidade de Bangor de 1964 a 2004, vasculhava alguns mapas e por acaso descobriu o possível local. Começou a ligar fatos históricos e partes da história contada sobre o Rei Arhur e tudo fez sentido. A teoria do professor ainda não foi revisada por outros especialistas, apenas apresentada. A apresentação ocorreu há dois, anos durante o lançamento do centro Stephen Colclough, da universidade em que ele lecionava.

Professor e investigador

As ligações dos fatos que o professor levantou, foram recebidas com surpresa. Segundo pesquisas já feitas anteriormente, a famosa Camelot ficava em Caerleon, no sul de Gales, ou Cadbury Castle, na Inglaterra. A teoria de Field aponta um local diferente. No caso, Camulodunum em Slack, West Yorkshire, no Reino Unido. Ainda segundo o professor, o período histórico em que o Rei Arthur viveu foi em meados de 500 d.C. Existe um poema francês da região de Champanhe, na França, de 1180, que cita Arthur e isso indica que o rei viveu antes deste período.

Suposto local onde ficava Camelot

O professor não parou na pesquisa geográfica e foi além. Ele fez uma pesquisa adicional, baseando-se nos Fortes Históricos e comparando-os com a lenda do Rei Arthur. Com essas comparações, o local que mais se aproxima do que pode ter sido Camelot, foi o marcado no mapa acima, que hoje é uma vila moderna de Slack. Se a análise for feita a partir do que a vila é hoje, dificilmente a fortaleza de Artur seria ali. Mas segundo o professor, o local já teve grande importância militar.

Outros fatores da pesquisa reforçam a hipótese de Field. Um deles é sobre o nome do forte em Slack. Na época romana, se chamava Camulodunum. Segundo os pesquisadores que acompanham o caso, tal nome pode ser sido mudado linguisticamente ao longo dos anos para se tornar Camelot. O que explica o intervalo de tempo em que o Rei Arthur supostamente existiu e o ano em que foi citado no poema francês.

Pintura da susposta Camelot

Para comprovar ou reforçar a teoria de Field, de que realmente este foi o local de Camelot, são necessárias provas como artefatos arqueológicos. Mas o professor ainda não dá indícios do início de uma escavação no local.  Resta esperar para que a pesquisa evolua e tenha mais resultados. A história do Rei Artur, os Cavaleiros da Távola Redonda e até do mago do seu castelo, Merlin, teria uma nova face e parte de tudo que já foi estudado e discutido, seria esclarecido. Se confirmado, seria o fim de parte deste mistério de 1400 anos de idade.

Publicado em: 13/12/18 15h32