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Quando surgiram os desodorantes?

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Desodorantes são tão comuns na nossa sociedade que, na maioria das vezes, os utilizamos de forma automática, sem ao menos refletir sobre o ato. Mas, por alguns segundos você já parou pra pensar em como esse item surgiu? E como se tornou tão comum?

Surgimento do desodorante

Há séculos busca-se algo que controle o suor e o odor das axilas. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, estavam há meses sem tomar banho, o que era algo estranho aos olhos dos nativos, que se lavavam várias vezes ao dia. Essa situação requisitava alguma solução que amenizasse os odores dos corpos.

Cada sociedade sempre buscou alguma forma de se perfumar ou, ao menos, de neutralizar o cheiro de suor. Por esse motivo, hoje temos diversos tipos e fragrâncias de cosméticos e perfumes. Na Antiguidade, os egípcios resolviam o mesmo problema com banhos frequentes, que eram acompanhados pela ação adstringente de óleos, gorduras e sabões aromatizados.

Por outro lado, no Império Romano eram utilizadas pequenas almofadas aromatizadas debaixo das axilas para prolongar o intervalo entre os banhos. Já na Europa Moderna, os perfumes foram explorados para resolver o ‘problema’. Essas foram as primeiras aparições de produtos que se aproximassem do que propõe um desodorante.

No entanto, a criação do primeiro desodorante propriamente dito da história ocorreu no ano de 1888, nos Estados Unidos. O desodorante chamado “Mum” misturava um tipo de cera de óxido de zinco, que tinha uma limitada ação antimicróbica.

A propaganda da época mostrava uma bela jovem fugindo do galã ao comprovar que o cheiro de suor estava presente, ou seja, o desodorante não havia sido utilizado recentemente. Era, de fato, uma propaganda que convencia o público a comprar, já que até aquele momento somente misturas caseiras eram feitas para suprir a falta de um produto que cumprisse a função.

Alguns anos mais tarde, em 1903, o “EverDry” (“sempre seco”, em português) foi o primeiro desodorante de solução aquosa que conseguia inibir a transpiração do corpo. Essa fórmula era composta por sais de alumínio, que inclusive estão presentes ainda hoje na maioria dos desodorantes.

Em razão do alto preço atribuído aos primeiros desodorantes, o produto somente se espalhou no Ocidente e apenas entre uma parcela da população. Após a Segunda Guerra Mundial, os preços caíram e o desodorante se tornou acessível e, mais ainda, tornou-se um item indispensável de higiene.

Depois disso, surgiu uma ampla gama de variedades. Desde desodorantes para as axilas, para os pés, para a higiene íntima, para o hálito, para desinfetar e aromatizar o ar, para a roupa, para o cabelo, contra o fumo etc.

desodorante

Getty Images

Desodorantes nos dias atuais

Nos dias atuais, o desodorante é produzido para diversos fins, com variadas fórmulas e fragrâncias. Existem aqueles que não possuem álcool e aqueles que não levam agentes bactericidas. Cada qual cumpre um fim e atende a uma variedade de pessoas.

O desodorante pode, inclusive, ser antitranspirante. Ou seja, cerca de 50% das glândulas sudoríparas são temporariamente ‘fechadas’. Também existem os antiperspirantes, que reduzem a transpiração e consequentemente a formação do mau-cheiro.

Recentemente, diversos grupos têm surgido para compartilhar o mesmo objetivo: cessar o uso de desodorantes. Essas pessoas acreditam que o produto é tóxico e pode desenvolver câncer. De fato, algumas substâncias contidas em grande parte dos desodorantes são agressivas. Porém, a influência deles na saúde ainda tem sido avaliada.

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