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Quantos anos de antecedência precisaríamos para impedir a colisão com um asteroide?

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O universo sempre foi um tema de grande interesse para nós. A totalidade do espaço ainda não foi entendida, mas existem coisas que os cientistas já conseguiram descobrir, entender em algum nível, e descrever. Além dos planetas que conhecemos e dos astros, que vemos constantemente nos céus, nosso sistema solar está repleto de outros corpos.

Um exemplo disso são os asteroides. Eles são corpos rochosos e metálicos que têm uma órbita definida ao redor do sol. Eles fazem parte dos corpos menores do sistema solar e, normalmente, têm algumas centenas de quilômetros. Vários deles já passaram perto do nosso planeta e alguns até já nos atingiram, como o do tempo dos dinossauros.

Ultimamente, vários asteroides grandes passaram perto do nosso planeta e viraram notícia. E os que irão passar também acabam virando notícia e às vezes até motivo de preocupação.

Asteroide

E no mês passado, especialistas da NASA e de outras agências espaciais fizeram um cenário hipotético que seria bem preocupante onde um asteroide misterioso estava vindo em direção a Terra e a colisão era esperada em seis meses.

Essa situação hipotética foi criada para ajudar os especialistas a ver como responderiam a esse fato. E a resposta foi bem preocupante. Se um asteroide realmente fosse avistado com essas especificações, não tinha nada que alguém pudesse fazer para impedir que ele atingisse nosso planeta.

De acordo com os especialistas, nenhuma tecnologia existente poderia impedir o asteroide de colidir com a Terra no tempo de seis meses da simulação.

Tempo

Na realidade, se um asteroide como o fictício estivesse realmente vindo em direção a Terra, os cientistas iriam precisar de anos e não meses de aviso para se preparar. De acordo com Paul Chodas, gerente do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra da NASA o mínimo de tempo seria cinco anos. Já outros especialistas,  como o astrônomo do MIT Richard Binzel, dizem que o tempo necessário seria de, pelo menos, uma década.

“O tempo é a mercadoria mais valiosa que você poderia desejar, se confrontado com uma ameaça real de asteroide”, disse Binzel.

Contudo, os cientistas não conseguiram identificar a maior parte das rochas espaciais que são perigosas e que passam perto do nosso planeta. Isso diminui as chances de eles terem um período de aviso de cinco ou dez anos.

Em 2005, o Congresso dos EUA tentou resolver esse problema determinando que a NASA encontrasse e rastreasse 90% de todos os objetos próximos da Terra que tinham 140 metros ou mais. Um asteroide desse tamanho poderia destruir uma cidade do tamanho de Nova York. No entanto, até o momento, a NASA avistou somente 40% de todos esses objetos.

“O que isso significa é que, por enquanto, estamos contando com a sorte para nos manter a salvo de grandes impactos de asteroides. Mas sorte não é um plano”, ressaltou Binzel.

“Como agora temos a capacidade de detectar e saber o que está lá fora, acho que cientificamente temos a responsabilidade moral de obter essas informações. Seria inescrupuloso que fôssemos pegos de surpresa, por um impacto de asteroide que poderíamos ter previsto”, concluiu ele.

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