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Rio na Sérvia é tomado pelo lixo todos os invernos

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Há décadas, a Sérvia e outras nações dos Bálcãs que aspiram ingressar na União Europeia têm negligenciado a falta de eficientes políticas públicas de gestão. Por esse motivo, essas nações estão sendo engolidas pelo acúmulo de lixo.

Para se ter uma ideia sobre a realidade que essas nações vivenciam, no dia 26 de janeiro de 2021, caminhões e máquinas de construção foram flagrados estacionados em uma barragem do município de Priboj, no sudoeste da Sérvia.

Os veículos, que portavam enormes guindastes, estavam no local para limpar toneladas de resíduos que, com o tempo, se amontoam em parte do rio que passa pelo local.

Lixo

De acordo com uma reportagem publicada pela CBS News, aqueles que vivem em Priboj, ou em outros municípios próximos, constantemente, se deparam com lixeiras em chamas, sacos plásticos pendurados em meio às ruas e ilhas de lixo que flutuam livremente sobre as águas do rio que passa por certas regiões.

O problema, geralmente, torna-se mais pontual durante o inverno, quando o rio varre os aterros das cidades, empurrando o lixo para as barragens das hidrelétricas. A situação, em suma, é alarmante. Em Priboj, por exemplo, a área onde o rio passa próximo à usina fica irreconhecível por conta do acúmulo de resíduos.

A questão do lixo é ainda pior em dezembro e janeiro – períodos de mansões e neve. Especificamente nesses dois meses, a superfície do lago fica coberta por uma espessa camada de lixo, que variam de plásticos a restos de metais enferrujados, troncos de árvores e até mesmo caixões.

O município de Prijob ganhou destaque na mídia internacional porque o rio Lim, que nasce na pequena região montanhosa de Montenegro e alimenta a barragem de Potpec, passa por vários municípios e seus aterros sanitários. O lixo de todos os aterros acompanha as águas do rio e acaba se acumulando na barragem da hidrelétrica de Prijob.

“Com base em um recente estudo, descobrimos que, em cinco municípios de Montenegro – uma pequena República – e três da Sérvia, cerca de 45.000 toneladas de resíduos são coletadas anualmente durante todos os invernos”, disse Predrag Saponjic, gerente do sistema da usina hidrelétrica do Rio Lim. “O número é apenas uma fração”, ressalta.

Panorama

Ambientalistas nos Bálcãs alertaram que, como não há eficientes políticas públicas de gestão, os aterros acabam liberando resíduos extremamente tóxicos, ameaçando, assim, os ecossistemas e a vida selvagem.

A Bósnia também relatou um acúmulo de lixo na barragem hidrelétrica do rio Drina, perto da cidade de Visegrad, leste do país. O rio Lim, por ser um dos afluentes do Drina, torna seus cursos d’água – e, consequentemente, os fluxos de lixo – intimamente ligados.

Os dois rios, durante o verão, parecem intocados. Embora as nações dos Bálcãs lutem para se recuperar de uma série de guerras e crises que ocorreram em 1990, as questões ambientais seguem sem receber nenhuma atenção.

Para Jugoslav Jovanovic, representante da Srbijavode, uma empresa estatal da Sérvia que é responsável pelo saneamento no país, “os países cujas economias estão muito atrasadas em relação ao resto da Europa e onde os fundos públicos são vulneráveis ​​à corrupção generalizada seguem negligenciado o meio ambiente e o saneamento”.

“Retirar 45.000 toneladas de resíduos ano após ano não é uma solução”, disse. “Devemos resolver isso unindo forças, ou seja, em parceria com Montenegro e a Bósnia”.

Sérvia, Montenegro e Bósnia já realizaram reuniões para tratar sobre o tema, mas pouco foi feito. Os países dos Balcãs também enfrentam outras emergências ambientais, incluindo níveis perigosos de poluição.

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