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Segundo novo estudo não existe limite teórico para a expectativa de vida humana

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A vida é feita de ciclos, disso todos nós sabemos. O básico, que todos seguimos, é o seguinte: nascemos, crescemos e morremos. No entanto, é sabido também que a vida é muito mais do que isso. Nesse meio tempo, realizamos várias conquistas. Conhecemos pessoas, nos transformamos em pessoas melhores ou piores. Enfim, realizamos uma infinidade de coisas.

No entanto, o  envelhecimento é algo normal e inevitável. Com o tempo, nosso corpo vai decaindo, é natural da vida de qualquer ser vivo.

Nós somos ensinados nesse ciclo da vida desde pequenos na escola e conforme vamos crescendo vamos presenciando esse ciclo acontecer e vendo as pessoas ao nosso redor envelhecendo. Mas alguma vez você já se perguntou quantos anos alguém poderia sobreviver no máximo?

Limite

O ser humano provavelmente pode viver até 130 anos e possivelmente muito mais. Contudo, as chances de se atingir essa super idade fiquem cada vez menores de acordo com novos estudos.

Esse limite da expectativa de vida humana tem sido bastante debatido. Alguns estudos recentes afirmam que o ser humano poderia viver até 150 anos, ou até mesmo dizem que não existe idade máxima teoricamente para o ser humano.

Se publicou a nova pesquisa semana passada e entra nesse debate analisando novos dados a respeito dos super centenários, pessoas com 110 anos ou mais, e semi super centenários, aqueles com 105 anos ou mais.

Expectativa de vida

Mesmo que o risco de morte aumente ao longo da vida, a análise feita pelos pesquisadores mostra que o risco eventualmente se estabiliza e permanece constante em cerca de 50-50.

“Depois dos 110 anos, pode-se pensar em viver mais um ano como sendo quase como jogar uma moeda justa. Se der cara, você viverá até seu próximo aniversário e, se não, morrerá em algum momento no próximo ano”, explicou  Anthony Davison, professor de estatística do Instituto Federal Suíço de Tecnologia em Lausanne (EPFL), que liderou a pesquisa.

Se baseando nos dados disponíveis até o momento, parece provável que os humanos consigam viver, pelo menos, 130 anos. No entanto, extrapolar a partir das descobertas “implicaria que não há limite para a vida humana”, concluiu o estudo.

Essas conclusões são correspondentes a análises estatísticas parecidas feitas em conjunto de dados de pessoas bem mais idosas. “Mas este estudo fortalece essas conclusões e as torna mais precisas porque mais dados estão disponíveis”, pontuou Davison.

Estudo

Para o estudo a equipe analisou dois conjuntos de dados. O primeiro foi um material recém-lançado do Banco de Dados Internacional sobre Longevidade. Ele cobre mais de 1.100 super centenários de 13 países. O segundo foi um da Itália para cada pessoa que tinha, pelo menos, 105 anos entre janeiro de 2009 e dezembro de 2015.

Esse estudo envolveu extrapolar os dados existentes. No entanto, Davison disse que essa era uma abordagem lógica.

“Qualquer estudo de extrema velhice, seja estatístico ou biológico, envolverá extrapolação. Pudemos mostrar que, se existe um limite abaixo de 130 anos, já deveríamos ter sido capazes de detectá-lo usando os dados agora disponíveis”, disse ele.

Observações

Mesmo assim, mesmo que os humanos possam, teoricamente, chegar aos 130 ou mais, isso não quer dizer que provavelmente se irá ver isso em breve. Até porque, a análise feita se baseia nas poucas pessoas que alcançaram essa façanha rara.

Além do que, mesmo aos 110 anos, sua chances de chegar aos 130 são “cerca de uma em um milhão. Não impossível, mas muito improvável”, ressaltou Davison.

O professor acredita que se possa ver pessoas chegando aos 130 anos ainda neste século conforme mais pessoas chegassem ao status de super centenários, o que aumentaria suas chances de ser um em um milhão.

“Mas, na ausência de grandes avanços médicos e sociais, idades muito acima disso dificilmente serão observadas”, concluiu Davison.

Fonte: https://www.sciencealert.com/study-suggests-that-theoretically-we-should-be-able-to-live-forever

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