
A Starlink é um projeto da empresa americana SpaceX que nada mais é do que uma constelação de satélites. O objetivo dela é conseguir levar uma internet rápida, com alto desempenho e baixo custo para todos os lugares do mundo. E dezenas de milhares de pessoas usam a empresa para se conectar à internet. Contudo, não são todos os lugares que recebem esse serviço com bons olhos. Como no caso da Starlink no Iêmen que foi considerada como ilegal pelos rebeldes Houthis.
Essa declaração de que o serviço da Starlink no Iêmen é ilegal foi dita somente um dia depois de Elon Musk fazer o anúncio no X sobre os planos que ele tem de levar a conexão de internet para o país com sua empresa.
Tanto que o Ministério das Comunicações em áreas controladas pelos Houthis fez um alerta para os cidadãos sobre como contra lidar com a Starlink, dizendo que os serviços da empresa eram ilegais. “Advertimos todos os cidadãos contra lidar com a ‘Starlink’, que fornece serviços de Internet via satélite, pois seus serviços são ilegais”, informou a Al-Masirah.

Cavok
No caso do Iêmen, ele é um dos países mais carentes de internet do mundo todo, estando classificado entre os com os piores termos de conectividade. Além disso, desde 2014, o país está sendo devastado com uma guerra civil com o governo apoiado pela Arábia Saudita lutando contra rebeldes Houthis alinhados ao Irã. Por conta disso a infraestrutura do país foi extremamente danificada, como as telecomunicações, o que consequentemente deixou milhões de pessoas sem ter acesso à internet.
Para se ter uma noção, somente 27% da população está supostamente online. Além disso, o país é dependente de um único cabo submarino antigo, o FALCON, para fazer sua conectividade. Por conta disso, a cobertura móvel no Iêmen é irregular e dá aos seus moradores uma tecnologia limitada 2 e 3G. Como se isso não bastasse, o acesso à internet é caro tendo preços desproporcionalmente altos comparados com o serviço que é oferecido.
O conflito no país acabou se estendendo para o comércio global, tendo as forças Houthi atacando navios comerciais no Mar Vermelho, interrompendo o comércio marítimo e supostamente mirando cabos de internet submarinos. Por mais que os rebeldes tenham negado que cortaram os cabos, as tensões na região só aumentam. E a entrada da Starlink poderia ser uma forma de controlar essas vulnerabilidades.
Ao contrário da visão dos Houthis, o governo do Iêmen enxerga o negócio com a Starlink uma vitória na luta contra os rebeldes. Assim, eles se unem com outros países do Oriente Médio oficialmente licenciados para usar o Starlink, como Israel e Jordânia.
Fonte: Cavok
Imagens: Cavok






