Natureza

Tal mãe, tal filha, tal neta: bananas são cultivadas em família

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Absolutamente nenhuma fruta é tão dependente da mãe igual à banana. Mas calma, não é porque ela é mimada. Basicamente, é porque o plantio de uma bananeira deve ser feito em família. Ou seja, mãe, filha e neta devem se instalar no mesmo buraco.

A intenção é impedir que haja uma competição entre os pés de banana. Portanto, os agricultores prezam para que as árvores fiquem próximas apenas de seu núcleo familiar. Como consequência, a técnica produz excelentes resultados. Aqui neste post, trazemos um pouquinho desse método para você que talvez queira montar um bananal no fundo de sua casa.

Fonte: Yara Brasil

A reprodução da banana

Primeiramente, antes de entender como se chegou a essa técnica, é preciso compreender como as bananas se reproduzem. Já reparou que essa fruta não tem semente? Pois é, isso se dá porque ela não precisa formar um embrião para se multiplicar.

Em síntese, as bananas se reproduzem de forma assexuada, ou seja, sem a necessidade de promover um encontro entre gametas de duas unidades. Sendo assim, caules subterrâneos crescem horizontalmente, e destas hastes, surgem novos brotos.

Isso nem sempre foi assim. Essa fruta veio ao mundo portando semente em seu processo reprodutivo. Porém, uma mutação genética criou a versão que conhecemos hoje e logo ganhou o carinho do ser humano. Então, nossa espécie deu prioridade máxima à nova linhagem. Consequentemente, a banana sem semente se tornou uma espécie dominante.

Portanto, se você planta uma bananeira, ela irá se reproduzir sem precisar de um “parceiro”. Dessa forma, ao redor da planta principal, surgirá uma filha, e um pouco depois, uma neta. Com isso, o agricultor deve se preocupar em garantir que haverá espaço para que este ciclo reprodutivo aconteça.

Plantio em família

Inicialmente, as bananeiras devem ficar três metros de distância umas das outras. Assim, elas vão ter conforto em realizar sua reprodução assexuada sem que haja entrelaçamentos de raízes ou competições por nutrientes.

Com esse sistema pronto, a planta mãe cresce e forma seus cachos. Ao olhar para baixo, é possível ver dois brotos: a filha e a neta. Sendo assim, o agricultor retira o cacho formado e corta a mãe bananeira na parte mais alta possível antes das folhas.

Fonte: MF Magazine

A propósito, o intuito desse corte alto é “encerrar” as atividades da matriarca de uma forma que preserve o tronco. Este, por sua vez, levará importantes hormônios às gerações lá de baixo que estão por vir.

Com a mãe fora da jogada, a filha se torna a matriarca. Nesse sentido, ela também cresce, gera cachos e é cortada em sua parte mais alta. Portanto, é um ciclo que sustenta muito bem mas que precisa de algumas atenções extras.

Outros cuidados

Em suma, não basta apenas confiar nesse ciclo materno que as bananas têm. É preciso realizar alguns procedimentos para que a bananeira se desenvolva bem e com condições de se multiplicar.

Por isso, agrônomos recomendam que o mato ao redor delas seja sempre cortado. Do mesmo modo, há a necessidade de se exterminar plantas filhas em excesso. A intenção dessas duas ações é impedir que haja uma competição que não vai beneficiar ninguém.

Além disso, torna-se fundamental a retirada de folhas secas ou doentes o mais rápido possível. Em outras palavras, impediremos que uma possível doença se espalhe por toda a estrutura da bananeira.

Por fim, é preciso remover o coração do pé de banana, que é aquela estrutura parecida com um ovo de páscoa que se pendura ao cacho. Juntamente com a utilização de remédios contra pragas, esses processos permitem que você tenha bananeiras produtivas e vistosas. Assim, nem vai ter como reclamar que está com cãibra.

Fonte: Globo Rural, Cenagri Júnior

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