
Saúde mental envolve a ausência de qualquer doença mental ou a existência de qualidade de vida cognitiva e emocional de uma pessoa. Mas ela também pode ser usada para explicar a capacidade de alguém em apreciar a vida e procurar um equilíbrio entre as atividades e os esforços para atingir a resiliência psicológica, ou seja, ter a capacidade de lidar com os problemas.
Em setembro, que é o mês onde se dá uma atenção maior à saúde mental das pessoas por causa do movimento Setembro Amarelo, é importante tomarmos consciência e vermos se nós também estamos mentalmente saudáveis. E também é momento de nos lembrarmos de hábitos que se tem que evitar. Nancy McWilliams, estudiosa da Psicanálise Clássica e quem descobriu a Psicologia de Caráter, criou uma lista para poder verificar sua saúde mental. Várias pessoas em consultórios psicológicos usam essa lista até hoje. Abaixo estão os itens descritos por ela.
Esse ponto se refere tanto ao amor a outra pessoa afetivamente quanto ao amor a sua família e amigos. É estar disposto a aceitar as pessoas como elas são.
Essa capacidade não se trata exclusivamente da vida profissional. É você criar e fazer algo que impacte na vida das pessoas, que deixe uma marca que você passou por ali. E conseguir fazer isso é um sinal de saúde mental.
Com essa capacidade você pode se distrair de um momento de estresse emocional e pode dar umas boas risadas, o que deixará seu sistema nervoso descansado. Brincadeiras, esportes, convívio social, tudo isso está incluso nessa habilidade.
Essa capacidade fala por si só, mesmo que às vezes falhe. Pessoas mentalmente saudáveis tendem a evitar as relações tóxicas que podem ser autodestrutivas. Essa capacidade parece ser natural para a maioria das pessoas, menos para as que não estão bem mentalmente.
Com outras palavras, é a pessoa conseguir se bastar. Tomar suas próprias decisões e se basear no que ela quiser. Ser responsável por suas escolhas.
Se olhar no espelho e gostar do que vê, independente de peso ou de qualquer outro fator externo. Ver que você é composto de qualidades e defeitos, avaliá-los e aceitá-los.
Nos estressar em algum momento ou outro é normal. O que difere as pessoas com saúde mental é a capacidade de elas conseguirem se moldar e se adaptar as situações.
Sermos nossos maiores críticos ou não enxergar nenhum defeito em nós mesmo pode ser um problema. Ficar pensado ‘será que sou bonito?‘ e ter uma respostas totalmente positiva ou negativa também é um problema. Qualquer extremo nunca é bom, e o melhor para a saúde mental é ser realista consigo mesmo e sobre o que se sente.
Os valores que decidimos defender e apoiar nos dão segurança e estabilidade e isso pode mudar com o tempo, conforme formos mudando. A mutação é uma coisa boa, mas sempre mantendo a presença desses valores.
Essa capacidade diz respeito a sentir qualquer que seja o sentimento e ser capaz de lidar com o que ele possa acarretar. Isso faz com que as pessoas tenham uma conexão racional e emocional com o fato e mostra uma grande saúde mental.
Nesse contexto o que é esperado é que a pessoa olhe a situação em que se encontra e que possa refletir diante dela, independente da ação que for tomado. Enfim, perceber o que será mais eficaz.
Isso inclui as emoções e desejos. É você saber que se sentiu ofendido com alguma coisa, ainda que não sido essa intenção da pessoa que fez ou disse algo, afinal aquilo pode não ser ofensivo para os demais.
Nós tendemos a querer escapar de situações estressantes ou que causam ansiedade. Mas as pessoas que têm uma saúde mental boa vão na direção histórica e enfrentam o necessário mesmo que seja desagradável.
Essa capacidade é a de, mesmo rodeados de pessoas, conseguir levar em conta seus próprios interesses e o conforto das outras pessoas ao redor.
Parece óbvio, mas essa capacidade é a vitalidade que uma pessoa apresenta e trata-se de um ponto fundamental. Você tendo 9 ou 79 anos de idade a vontade de viver tem que estar presente. Isso é indispensável para que o homem consiga viver harmoniosamente.
Essa capacidade inclui a possibilidade de sofrer por um determinado problema mas reconhecendo se há algo que pode ou não ser feito por si próprio ou pelos que estão a sua volta.






