Ciência e Tecnologia

2024: a próxima viagem humana à Lua

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A missão Apollo 17, que levou o ser humano a pisar pela última vez na Lua, foi encerrada em 1972. Desde então, apesar dos planejamentos da Nasa de enviar novamente os homens à Lua, nenhuma nova viagem com tripulantes humanos foi realizada até o satélite natural.

Isso não quer dizer que não há interesse em aprofundar os estudos a respeito do satélite. Pelo contrário, um forte desejo é mantido tanto pela Nasa quanto por outras instituições que pesquisam o espaço. No entanto, fatores econômicos e políticos travam a realização de novas expedições.

Por esse motivo, muita gente não acredita que o homem de fato tenha pisado na Lua. Teorias conspiratórias sempre ressurgem, na tentativa de provar que tudo não passou de uma farsa. Contudo, especialistas já provaram que não seria possível forjar as imagens com a tecnologia disponível na época.

Quando o homem pisará novamente na Lua?

Viagens espaciais demandam um investimento altíssimo. Isso requer que fundos governamentais sejam, em grande parte, destinados ao planejamento e execução das expedições. Além do mais, essas não são viagens curtas, o que indica a necessidade de ainda mais investimentos, não só financeiros, mas tecnológicos e científicos.

Nesse sentido, uma notícia empolgante pode alegrar os fascinados pelo espaço: o programa Artemis prevê o retorno do homem à Lua em 2024. Um fato curioso sobre o projeto é que ele foi assim batizado porque, de acordo com a mitologia, Ártemis é a deusa grega representante da Lua e irmã de Apolo.

Nasa

Apesar da incrível notícia da viagem programada para 2024, o projeto não envolve ‘só’ isso. O objetivo é estudar as adaptações da vida humana em outro mundo e, a partir do estabelecimento do homem na Lua (e a possível colonização), ter mais acesso ao Sistema Solar do que nunca. Tudo isso corrobora em um único fim, o desejo de chegar a Marte.

O envio de robôs ao satélite natural tem uma parte importante nisso. Atualmente, essas máquinas enviam detalhes sobre o solo lunar para a Terra, além de realizarem a captura de diversas imagens. Esse processo permite que as próximas viagens humanas sejam ainda melhor planejadas, considerando que o conhecimento que se tem hoje é muito maior do que aquele que se tinha quando uma missão foi enviada à Lua pela primeira vez.

É possível dizer, então, que a presença dos seres humanos na Lua não é tão relevante quanto foi nas missões do projeto Apollo. Isso não quer dizer que não haja relevância na volta do homem ao satélite, mas sim que não há tanta urgência para que a viagem aconteça, já que existem robôs fazendo o ‘trabalho duro’.

A missão

A espaçonave que levará o homem novamente à Lua foi batizada de Orion. Ela será equipada com uma grande quantidade de recursos e tecnologias altamente confiáveis, que possibilitarão viagens de até seis meses de duração tripuladas por até seis astronautas. Outra curiosidade a respeito do projeto Artemis é que ele objetiva levar a primeira mulher para explorar o satélite natural.

PXHere

O custo da missão será de 30 bilhões de dólares. Está nos planos, também, a construção da Lunar Orbital Platform-Gateway (LOP-G), uma grande estação espacial que ficará em órbita lunar. Ela será responsável por receber recursos para manter os seres humanos instalados temporariamente na Lua.

O custo para a construção da estação espacial, que funcionará com energia solar, será de 450 milhões de dólares. O projeto Artemis foi originado na Nasa, mas conta com a participação de empresas privadas. A Boeing, por exemplo, produzirá o maior foguete já construído pela humanidade, o Space Launch System (SLS). Este, por sua vez, será responsável por lançar a espaçonave Orion no espaço.

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