
A mitologia nórdica, em toda sua essência, é bastante fascinante, com todos os seus reinos e deuses. Com origem nos países da Escandinávia, ela se espalhou muito antes do surgimento dos vikings, por volta dos séculos 8 e 9. E antes do cristianismo se popularizar no norte da Alemanha e da Islândia, as crenças nórdicas tiveram grande influência sob as populações daquela região, e seu impacto é refletido até os dias de hoje.
Alguns dos seus deuses são bastante populares e muitos deles você provavelmente já ouviu falar, principalmente Thor, o deus do trovão, que é o mais conhecido entre eles. Mas e Odin, o deus supremo, governante de Asgard, e guardião dos nove reinos da mitologia nórdica? O que você sabe sobre ele? Hoje vamos reunir algumas curiosidades sobre essa figura que era o deus mais poderoso, conhecido como o pai de todos.
Odin é o mais poderoso entre os deuses nórdicos, porém a sua aparência e fisionomia, como são descritas, eram bastante simples, e longe de mostrar toda a sua grandiosidade. Nos mitos, sua descrição não é muito clara, justamente por ele usar vários disfarces. No entanto, ele é retratado como um homem velho, alto, robusto, com longas barbas brancas e cego de um dos olhos. Além disso, ele sempre aparece vestido como um simples peregrino.
Odin sacrificou um olho em busca por sabedoria. Certa vez, ele desceu até as profundezas da Terra, e chegou à fonte de Mimir ou Poço de Mimir. Mimir era um dos deuses mais antigos, que surgiu nos primórdios do mundo, e era considerado o mais sábio entre os deuses. E toda sua sabedoria era advinda da fonte. Odin então foi autorizado a beber da água do poço, porém, em troca, deveria dar um de seus olhos, e assim o fez. Deste modo, Odin ganhou a sabedoria de Mimir e se tornou o mais sábio de todo os deuses.
Odin tem o poder de ver tudo o que acontece nos nove mundos, mas não satisfeito, ele ficou com inveja do conhecimento que tinha na árvore Yggdrassill. Então, ele mesmo se feriu com uma lança e se pendurou por nove dias nos galhos desta árvore. Após o nono dia, ele finalmente compreendeu o segredo das runas, e com isso adquiriu várias habilidades. Como poder da cura, habilidade de se libertar de qualquer dificuldade, desviar flechas encaminhadas a ele, acalmar os ventos, ondas, e tempestades, ele também podia transformar qualquer guerreiro em invencível, assumir qualquer aparência, seja jovem, adulto ou velho.
Odin é neto de Buri, o primeiro Aesir, e filho do meio-deus Bor, e da meia-gigante Bestla. Ele tem dois irmãos, Vili e Vé, e juntos eles criaram o mundo na mitologia nórdica. Odin era casado com a deusa Frigga, a rainha dos deuses. E mesmo casado, Odin teve várias amantes. Do seu casamento com Frigga, vieram três filhos: Balder, Hodr, e Hermodr. Porém, alguns mitólogos sugerem que eles tiveram outros filhos. E fora do casamento, Odin teve outros filhos bastardos: Thor, Bragi, Vali, Vidar e outros não mencionados com clareza.
Huginn que significa o pensamento, e Muninn, a memória, são os corvos de Odin que todas as manhãs são enviados para trazer as notícias dos mundos. Todas as noites eles retornam e sussurram a Odin tudo o que viram e ouviram. Quando não estão explorando os mundos, os dois corvos sentam-se ao lado de Odin em seu trono em Asgard.
O símbolo de Odin é representado pela cruz solar, e sua festa principal era o Solstício de Inverno, onde os povos em busca de favores de Odin, sacrificavam animais, geralmente machos e seres humanos como oferenda para o deus. Os povos antigos tinham o costume de dedicar um dia da semana para cada deus nórdico, o de Odin era o Wotan, e que acabou por entrar na língua inglesa como “Wednesday”, ou seja, quarta-feira.
Na mitologia nórdica, havia a profecia do Ragnarok, que seria o fim do mundo e renovação, algo parecido com um apocalipse. Pela profecia, Odin vivenciaria o seu confronto final, onde enfrentaria o gigante lobo Fenrir, filho de Loki. Odin e os outros deuses poderiam ter matado o grande lobo, porém, os deuses não gostavam de desafiar o destino, e pouparam a vida do lobo. Com a chegada do Ragnarok, o lobo Fenrir se libertou das amarras e foi em busca de Odin para o confronto final, em uma batalha terrível. Nesta, inclusive, ele acaba por matar Odin, o rei dos deuses.






